Equipes coletaram amostra do solo para viabilidade de plantio de alimentos orgânicos

O projeto de implantação de Hortas Comunitárias de Maricá deu mais um passo nesta sexta-feira (17/03) no loteamento Manu Manuela. Integrantes do governo e da comunidade participaram do início da coleta de amostras de solo que vai atestar a viabilidade do plantio de alimentos orgânicos numa área de 2,9 hectares (equivalente a 29 mil metros quadrados). O projeto, coordenado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca, contempla ainda uma unidade produtora e uma escola orgânica.

O evento teve a participação do presidente da Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar), José Orlando Dias; do secretário de Economia Solidária, André Braga; e do subsecretário de Meio Ambiente, Guilherme Mota. O agrônomo Anderson Vinicius Oliveira – da Cooperativa de Trabalho em Assessoria a Empresas Sociais de Assentamentos da Reforma Agrária (Cooperar), entidade parceira do projeto – ministrou a primeira oficina aos moradores no local escolhido para o plantio. As amostras recolhidas serão enviadas para avaliação no Instituto de Agronomia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

“Levando em conta a vegetação local, podemos avaliar previamente que a área tem um solo ácido, mas é algo que se pode tratar. É também um solo argiloso, com boa topografia e também boa quantidade de matéria orgânica, o que beneficia bastante o plantio que queremos”, constatou Anderson. Para o presidente da Associação de Moradores do bairro, trata-se da realização de uma antiga meta. “Queríamos utilizar este espaço desde 2013 e só agora conseguimos, graças à mobilização da comunidade e o apoio da prefeitura, que sempre procurou nos ajudar”, celebrou Edvaldo Martiniano, que tem 62 anos e mora há 20 no local.

Do mais novo ao mais antigo, a satisfação era geral entre os moradores. O aposentado José André Silva, primeiro morador do loteamento há 22 anos, comemorou mais esse incentivo ao uso da natureza local. “Eu mesmo já plantei aqui feijão, aipim, cana e até ganhei um dinheiro com isso na época, mas não é todo mundo que gosta. Acho importante o governo incentivar”, disse ele, que tem 66 anos. Ao lado estava a mais nova moradora nascida no local. A mãe da pequena Thayla, de apenas 4 meses de vida, quer que a primeira papinha do bebê seja feita com os alimentos orgânicos que serão plantados ali. “Ela vai ser a primeira a se beneficiar dessa coisa tão boa no nosso bairro”, garantiu a assistente social Tainá Vila Real, de 29 anos.

O presidente da Codemar afirmou que as hortas comunitárias serão uma das marcas do governo. “É muito importante a participação da comunidade, ela precisa estar junto conosco nessa empreitada”, disse José Orlando Dias. A mesma tese foi defendida pelo secretário André Braga. “Temos que ter a comunidade comprometida com esse projeto, que será um exemplo para outras prefeituras do país e, quem sabe, do mundo”, acredita o secretário de Economia Solidária, ao explicar que a produção da horta deverá aquecer a economia da localidade com o uso da Moeda Social Mumbuca.

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