Em ação conjunta, realizada na manhã desta quarta-feira (19/04), representantes do Procon (que em Maricá é dirigido pelo município), da Vigilância Sanitária, Fiscalização de Posturas e da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Municipal fizeram uma vistoria em supermercados da cidade. “O objetivo principal é verificar as denúncias que têm chegado até nós seja pelo contato direto da população ou através da comissão para, junto da Fiscalização de Posturas e da Vigilância Sanitária, apurar e fazer as notificações e apreensões necessárias”, explicou a coordenadora do Procon Municipal, Ana Angélica.

Foram visitados dois estabelecimentos, nos bairros de Inoã e Itaipuaçu. A equipe encontrou irregularidades como livro de reclamações em local inacessível; informativo com telefone do Procon indisponível para clientes; falta da data de validade em produtos; falta de asseio; produtos mal acondicionados e infiltrações, entre outros. Os estabelecimentos foram autuados e notificados.

“Temos um grande desafio que é o de fazer com que a população de Maricá tenha maior conhecimento do Procon e da sua atuação na cidade. Além disso, queremos educar os comerciantes, para que atuem sempre dentro da legalidade”, acrescentou Ana. De acordo com a fiscal de posturas Amélia Lancellotti, é frequente a não apresentação de alvarás e comprovantes de pagamento de taxa de vigilância sanitária nas visitas que realiza. “Explicamos aos comerciantes o que precisam fazer para estar em dia com as exigências legais do município, e indicamos que eles nos procurem na Secretaria de Fazenda para qualquer orientação ou esclarecimento”, ressaltou Amélia.

Consumidores como Cerlane da Silva, que é moradora de Itaipuaçu, ressaltaram a relevância da iniciativa. “É muito importante que os órgãos competentes do governo fiscalizem os mercados. Nós dependemos dos produtos que comparamos aqui e precisamos que eles tenham qualidade garantida”, disse Cerlane. Para Edval Cosmo, morador de Inoã, a ação é uma forma de evitar surpresas desagradáveis ao se adquirir um produto.“Sabendo que tem gente de olho no trabalho deles, a gente fica mais confiante na hora de fazer nossas compras. Eu já passei por uma situação desagradável quando fui comprar um frango e vi que ele estava todo podre quando abri”, contou. “É bom que façam estas fiscalizações, porque eu não quero passar por isso outra vez”, contou Edval.

Os estabelecimentos em que foram encontrados problemas foram intimados pela Fiscalização de Posturas, e agora tem um prazo de 15 dias para se regularizar. A Vigilância Sanitária deu prazo de 30 dias para que se adequem e apreendeu cerca de 70 kg de mercadorias, inutilizadas nos locais.”Todos somos consumidores em algum momento. Este tipo de ação é feita em benefício da população como um todo”, afirmou o coordenador da Vigilância Sanitária, Guilherme Cadiz.

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