O encontro reuniu membros de várias secretarias. Foto: Clarildo Menezes

Maricá sediou uma reunião sobre o plano diretor urbanístico da Região Metropolitana que reuniu representantes das secretarias de Urbanismo, Obras, Segurança e Trânsito, Desenvolvimento Econômico, Cidade Sustentável, Agricultura e da Empresa Pública de Transportes (EPT). O encontro aconteceu no Centro de Artes e Esportes Unificados (Ceu), na Mumbuca.

Durante a apresentação, o palestrante Vicente Loureiro (diretor executivo da Câmara Metropolitana) falou sobre a importância do plano estratégico para a superação de descompassos. Uma iniciativa que busca ampliar a eficiência e promover objetivos de equidade na gestão metropolitana relacionados às áreas de habitação, saneamento, lazer e macrodrenagem, por exemplo. Trata-se de uma visão de longo prazo através de estratégias e ações.

“O território urbano brasileiro é muito desigual. Nós temos o pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) entre as cidades do Estado que é Japeri e também o melhor IDH do Brasil e um dos maiores do mundo que é o Leblon. Para combater isso é preciso suporte, recursos. Temos que encontrar um modelo de desenvolvimento mais harmônico ou vamos continuar com esses passivos acumulados. Claro que Maricá, por conta do petróleo, é uma exceção e pode ter poder de fogo melhor para responder a essas necessidades”, destacou.

Segundo ele, os principais desafios estão ligados a planejamento e governança, à tarefa de polinuclear a metrópole em rede; adensar as áreas bem infra-estruturadas e agregar à estrutura radial uma estrutura transversal unindo moradia, trabalho, serviços e equipamentos públicos.

“É importante que Maricá assuma o papel de corredor metropolitano. Ela já cumpre essa função. No nosso entender, como consultores do plano, é bom que ela sofra um processo de adensamento para tornar mais sustentável os custos dos serviços públicos necessários a qualificação de áreas como Itaipuaçu, Barra de Maricá, Ponta Negra e Jaconé”, esclareceu o diretor.

Questionado sobre a importância do encontro, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Comércio e Petróleo, Alan Novaes resumiu: “Essa reunião permite que o plano diretor de Maricá se integre ao plano da região metropolitana, porque soluções de transporte e saneamento não são exclusivas da cidade, mas algo que só se efetiva com as cidades da região metropolitana do Leste Fluminense”, avaliou. “Não tenho como pensar, por exemplo, em um transporte em massa para Maricá se não passar por Niterói e São Gonçalo. Então, é o rearranjo metropolitano do município se baseando com a estrutura do Estado”, assegurou.

De acordo com o Secretário de Urbanismo, Adyr Motta Filho, apesar de a região metropolitana ser uma criação feita através de legislação federal, a proposta ainda aguarda para ser votada em Assembléia. “Essa criação é importante porque permite um avanço visível das cidades com a tomada de decisões sobre questões de grande impacto como saneamento e lixo, compartilhadas previamente com a Câmara. Mesmo que só seja executada daqui há vinte anos, por ser uma região onde se concentra 75% da população do Estado.”, concluiu.

O encontro aconteceu no Centro de Artes e Esportes Unificados (Ceu), na Mumbuca. Foto: Clarildo Menezes

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