Foto: Elsson Campos

Um mercado em franca expansão no Brasil e que tem capacitação gratuita em Maricá. Assim é o curso de construção em gesso acartonado, conhecido como ‘Dry Wall’, que tem 29 alunos estudando em dois turnos no pólo de aprendizado de Itaipuaçu, mantido pela Secretaria de Trabalho. O curso é uma parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), que oferece ainda outras opções nos pólos de Inoã e do Condado. Segundo a secretaria, novas vagas deverão estar abertas até dezembro.

Para o curso de Dry Wall, porém, as vagas já estão esgotadas. De acordo com o professor Getúlio Pinheiro Júnior, a grande procura se deve ao fato de ter um valor elevado mesmo quando feito pelo próprio Senai. “Uma carga de 40 horas custa, em média, R$ 700, e o profissional geralmente é bem remunerado. A mão-de-obra deste sistema custa em média R$ 70 o metro”, revela o instrutor de construção civil, ao detalhar que o gesso acartonado é resistente ao fogo e à água, além de ter um custo bem menor e ser uma obra mais rápida que uma construção feita em alvenaria.

No curso, os alunos aprendem as técnicas para levantar paredes e também criar espaços como nichos e assentos de canto. Morador do Jardim Atlântico, o guarda municipal Fernando Gervásio da Silva, de 46 anos, se matriculou e levou o filho Diego, de 19 anos, e o sobrinho Marcos Vinícius, de 21, para também aprenderem. “É um mercado promissor e creio que seja bom para mim e para eles, que estão iniciando a vida profissional”, avalia Fernando.

Para a única mulher do grupo, o que chamou a atenção e fez buscar a capacitação foi a forma de ensino. “Eu fazia outro curso e vi como o Dry Wall era ensinado aqui, aí também quis aprender. É bem diferente porque não tem sujeira”, observou Lisana Aires, de 38 anos, que mora em São Bento da Lagoa.

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