Cerca de 300 pessoas prestigiam o II Fórum de Saúde Mental

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O ex-dependente químico Jovani Ceribelli (de casaco) rodeado pela família e pela secretária de Assistência Social, Laura Costa (última à direita)

A partir de setembro, Maricá passa a ter um fórum permanente de saúde mental, com reuniões acontecendo uma vez por mês. É o que informa Alan Christi, coordenador de Saúde Mental de Maricá, que abriu, na sexta-feira (13.07), o II Fórum Municipal de Saúde Mental, lotando o salão de eventos da 1ª Igreja Batista de Maricá, no Centro, com cerca de 300 pessoas debatendo o tema “Políticas Públicas em Saúde Mental”.

Satisfeito com a presença maciça no fórum de usuários e familiares que frequentam o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e o ambulatório de Saúde Mental, Alan aponta a participação deles nas decisões de políticas públicas em torno do assunto como o mais forte sinal de que o trabalho desenvolvido pelo município deu certo.

“O último fórum, realizado em outubro de 2011, contou com 120 pessoas, a maioria profissionais e técnicos. Hoje, vemos aqui quase 300 pessoas participando, sendo a grande parte usuários”, festeja.   

O resultado dessa política focada no paciente mais que triplicou o atendimento no Caps e no ambulatório nos últimos dez meses, sem falar nas parcerias com as secretarias de Direitos Humanos, Assistência Social, Educação, Trabalho, Comunicação e instituições como Pestalozzi, Severino Sombra, LBV e Rotary Club.

“Essa integração nos ajudou a desmitificar os transtornos mentais como algo sombrio, além de ter ajudado a inserir cada vez mais o paciente na sociedade”, comenta Alan.

O acerto em focar no paciente pode ser confirmado através da participação do ex-usuário de drogas, Jovani Ciribelli, na mesa técnica, ao lado do psicólogo Rogério Quintella, da diretora do Caps, Camilla Silva, da Coordenadora do Ambulatório de Saúde Mental, Issa Leal e do subsecretário de Combate e Enfrentamento à Dependência Química, Pedro Vitorino. 

“Eu resgatei o meu respeito próprio e o da minha família também, que sofria muito com a minha doença. Mas, graças a Deus, agora consigo superar a cada dia. Estou abstinente há um ano e quatro meses”, conta orgulhoso Jovani, acompanhado da esposa Maria Neusa, do filho de oito anos, Vítor, da irmã Josiane e do sobrinho Hugo.