Doação de leite materno: atitude nobre e simples protege recém-nascidos

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Você já ouviu falar em doação de leite materno? Muita gente ainda não sabe que isso é possível, mas a prática vem ganhando força e ajudando a salvar milhares de bebês recém-nascidos em todo o país. Em Maricá, há um banco de coleta no posto de saúde central, quase ao lado do Hospital Conde Modesto Leal, no Centro. No local, as mães que querem doar recebem orientações e podem pegar, de graça, os potes lacrados e esterilizados onde o leite deve ser estocado.

A coleta é feita em casa, pela própria mulher, depois de uma simples higiene pessoal que inclui lavar as mãos com água e sabão, limpar os seios com água, secá-los com uma toalha limpa e prender os cabelos para que nenhuma sujeira entre em contato com o leite. Para se ter uma ideia, um litro de leite materno doado pode alimentar até dez recém-nascidos por dia. E para quem acha que se der leite vai faltar para o seu próprio bebê, aqui vai a boa notícia: a produção diária depende do esvaziamento da mama. Quanto mais a mulher esvaziar os seios mais leite ela vai produzir.

– O material coletado pode ficar guardado por até uma semana, mas sempre dentro do congelador ou freezer. Ao trazer para cá, é preciso que ele esteja bem condicionado, dentro de um isopor para que não descongele. Uma vez por semana uma equipe do Hospital Antônio Pedro, em Niterói,passa aqui para recolher os frascos e levá-los para o banco de leite de lá, onde as amostras são analisadas e pasteurizadas – explica a fonoaudióloga e coordenadora da Sala de Amamentação do posto, Suzane Agrizzi Nunez.

Potes de vidro

A coordenadora acrescenta que, se não for possível para a mãe buscar os recipientes na unidade, podem ser usados potes de vidro comuns, como os de maionese ou café solúvel, por exemplo. Basta que tenham as etiquetas retiradas, possuam tampas de plástico e sejam fervidos durante 15 minutos antes do uso.

– O leite materno tem anticorpos que o leite industrializado não tem. Por isso ele é tão importante para os bebês que estão internados e não podem ser amamentados pelas próprias mães, pois ajuda a proteger de infecções, diarreias e alergias – lembra Suzane.

Foi o que aconteceu com o pequeno João Vitor, de 4 meses, filho da dona de casa Maria José de Souza, de 43 anos. Ele nasceu prematuro e precisou ficar quase um mês na UTI. Nesse período, foi alimentado com o leite doado por outras mães.

– Fiquei muito triste por não amamentar meu filho, mas não teve jeito. Hoje ele está forte e já mama no meu peito – conta.

A Sala de Amamentação fica na Rua Clímaco Pereira, 241, dentro do posto de saúde central, e funciona de segunda a sexta, das 9h às 16h. Mais informações pelo telefone 2637-3395.

Como guardar o leite coletado

– Anote na tampa do frasco a data e a hora em que realizou a primeira coleta do leite e guarde o frasco fechado imediatamente no freezer ou congelador;

– Se o frasco não ficou cheio, você pode completá-lo em outro momento;

– Para completar o volume de leite no frasco sob congelamento utilize um copo de vidro previamente fervido por  15 minutos e escorra-o sobre um pano limpo até secar;

– Coloque o leite recém-ordenhado sobre o que já estava congelado até faltarem dois dedos para encher o frasco;

– Guarde imediatamente o frasco no freezer ou congelador;

– Após a ordenha em que o frasco de vidro esteja completo, a mãe deve ligar para o banco de leite humano;