Prefeitura multou empresa de lixo antes de romper contrato

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Empresa Thalis foi multada duas vezes pela prefeitura por descumprimento do contrato - Foto: Fernando Silva

O péssimo serviço de coleta de lixo em Maricá fez a prefeitura multar a empresa duas vezes antes do rompimento do contrato. A Thalis, que atuava na cidade há três anos, foi notificada no dia 22 de outubro a pagar multa de R$ 70 mil e, em 12 de dezembro, recebeu outra multa, desta vez no valor de R$ 140 mil (o dobro da primeira, por se tratar de reincidência). Ambas foram aplicadas por descumprimento de cláusulas contratuais do serviço de coleta dos resíduos sólidos. O município de Maricá produz diariamente, em média, cerca de 100 toneladas de lixo.

Segundo o secretário municipal de Urbanismo, Celso Cabral, mesmo punida, a empresa não normalizou a coleta, a varrição automática e a limpeza das praias e também não prestou esclarecimentos. Diante do comportamento da Thalis, a prefeitura notificou a empresa, na última sexta-feira (04/01), da decisão de suspender o contrato.

Um contrato emergencial (que será válido, em princípio, por seis meses) já está sendo preparado para que não haja paralisação da coleta de lixo na cidade. Neste período, a prefeitura manterá equipes próprias nas ruas para reforçar o recolhimento de lixo e a limpeza.

Serviço ruim se agravou no fim do ano

Além do histórico de cobranças por parte da prefeitura, as falhas recorrentes no serviço ficaram ainda mais evidentes no feriado do réveillon. Uma fiscalização feita por técnicos da secretaria municipal de Ambiente e Urbanismo nos dias 30/12 (último domingo do ano passado) e 01/01 (feriado do réveillon) constatou que, justamente em um período crítico para a cidade, os caminhões da Thalis ficaram estacionados no pátio da empresa. Isso causou um grande acúmulo de lixo nas ruas em função do número de turistas e moradores que optaram por Maricá durante o feriado prolongado.

Entre os dias 25 e 31 de dezembro, a secretaria verificou nos boletos de pesagem que, além da quantidade reduzida de caminhões, os veículos carregavam cargas irrisórias. Um deles, com capacidade para 11 toneladas, retornou ao aterro sanitário com apenas 680 kg de lixo coletado. A situação foi revertida pelo emprego de homens e máquinas da própria prefeitura, em um mutirão iniciado tão logo se comprovou o não cumprimento do contrato.