Prefeitura vai atender moradores de rua com equipe especial a partir de fevereiro

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Na reunião, a equipe multidisciplinar foi montada

Uma equipe multidisciplinar, formada por psicólogos, assistentes sociais, agentes da Defesa Civil e da Guarda Municipal, começa a atuar a partir do dia 4 de fevereiro na abordagem à população de rua em Maricá. A decisão foi tomada em reunião realizada nesta quinta-feira (24/01), na sede da secretaria municipal de Assistência Social, convocada diante do aumento de moradores de rua na cidade, verificado nos últimos meses.

As operações de abordagem serão diárias e o planejamento das tarefas delegadas para cada setor envolvido será finalizado ainda esta semana. A proposta inicial foi apresentada pelo subsecretário de Defesa Civil, Coronel Jorge Braga e aprovada por unanimidade pelos participantes do encontro.

Segundo a secretária Laura Vieira, já existe um cadastro de pessoas em situação de rua em Maricá. “A maioria vive sob pontes como a da Mumbuca e em alguns pontos no comércio do Centro, além de casos isolados em outros bairros da cidade, como o Caxito”, explicou. Segundo a responsável pelo Acolhimento Social da SMAS, Matilde Sliachticas, poucos pertencem a famílias desabrigadas. “A maioria tem casa e prefere estar nas ruas”, disse.

A especialista acrescentou que já foram registradas queixas de furto e agressão a idosos e mulheres praticadas pelos moradores de rua, inclusive com tentativa de estupro. “A bebida e a droga são comuns nesses grupos e levam a situações de briga, cenas de nudez e outros casos de constrangimento ou violência. Alguns têm problemas mentais e deixaram de tomar medicação, o que explica a agressividade”, disse.

Segundo a coordenadora do CREAS, Laise Guedes, é necessária uma intervenção para abordagem e avaliação de cada caso, para que sejam tomadas as providências cabíveis, mas sem focar apenas na repressão. “A força policial irá atuar apenas como prevenção e garantia da integridade física dos profissionais da equipe”, ressaltou.

Tratamento e reinserção social

O subsecretário de Prevenção e Enfrentamento à Dependência Química, Allan Christie, informou na reunião que a triagem nos atendimentos na rua ficará a cargo de sua pasta e do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), do Programa de Saúde Mental. “Se o diagnóstico for de distúrbio mental, direcionaremos para o setor do Hospital Conde Modesto Leal. Caso haja dependência química, três clínicas especializadas e dois centros de tratamento conveniados farão esse trabalho. E nos casos de saúde mental, temos três hospitais parceiros”, ressaltou o subsecretário. "De qualquer forma, o objetivo principal é a recuperação, reintegração e a reinserção social dessas pessoas”, concluiu a secretária Laura Vieira.