Educação realiza encontro sobre inclusão de alunos na rede

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Equipe do Programa Municipal de Inclusão Educacional e os professores da sala de recursos.

Professores da sala de recursos da rede municipal de ensino participaram de um encontro na nesta sexta-feira (08/03), na Casa Digital, sobre o atendimento educacional especializado para alunos portadores de necessidades especiais.

A superintendente do Programa Municipal de Inclusão Educacional, Mônica Rigó, apresentou alguns dados sobre esse projeto implantado na cidade desde 2009. “Contamos hoje com cerca de 400 alunos incluídos na nossa rede por meio de 32 salas de recurso”, relatou Mônica. Nesse espaço, no horário de contra-turno às aulas regulares, alunos portadores de necessidades especiais recebem atendimento especializado com o objetivo de sua inclusão na escola, na família e na sociedade.

Segundo Mônica é inconstitucional, segundo a Política Nacional de Educação Especial, a unidade de ensino regular não receber um aluno por ele apresentar qualquer tipo de deficiência seja mental, física, surdez e cegueira. “A ideia é incluir esse aluno no ambiente escolar e não criar unidades exclusivas para esse tipo de atendimento”, destacou a superintendente, acrescentando que a inclusão é uma das premissas básicas das salas de recursos em funcionamento no município.

A coordenadora da sala de recursos, Ângela Maria de Souza Gomes, trabalhou durante dois anos na Escola Municipal Vereador Aniceto Elias Antunes com alunos portadores de necessidades especiais e considera imprescindivel inseri-los na rotina escolar. “Não temos que criar eventos separados para eles. Esses alunos devem fazer parte das festas da escola”, frisou a coordenadora, lembrando o caso de um aluno com deficiência motora que fez questão de participar da festa julina coletiva da escola.

Delta Oliveira Pires há 11 anos atua na área de Educação Infantil e desde 2010 é a professora da sala de recursos da Escola Municipal Maurício Antunes. Atualmente, esse espaço presta atendimento para sete alunos (três autistas, três com encefalopatia crônica da infância e um com deficiência intelctual). Para ela é um desafio constante incentivar a aprendizagem desses estudantes. “Todo dia busco algo novo para ensinar a eles. Me sinto gratificada por essa função, hoje sou um profissional e um ser humano muito melhor”, destacou. Segundo a professora, é muito compensador verificar a evolução dos alunos. “Uma aluna autista de nove anos utilizava fraldas, mamadeira e não participava de qualquer atividade em grupo. Hoje, ela come, consegue ir ao banheiro sozinha e interage com os demais alunos. Isso é uma vitória”, conclui.