Exposição das matrizes religiosas afro-brasileiras homenageia o 13 de maio

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A feijoada, iguaria preferida do orixá Ogum (no candomblé) e dos pretos velhos (na umbanda) deu o sabor da exposição “13 de maio é mais liberdade”, que aconteceu nesta segunda-feira, dia 13/05, na Casa de Cultura de Maricá. Com apresentação de ícones religiosos afro-brasileiros, o evento teve como principal objetivo capacitar representantes de terreiros da cidade, por meio da entrega de minutas de leis que regulamentam direitos e deveres relacionados à religião, e também o cadastramento desses mesmos terreiros.  

Para o superintendente de Assuntos Religiosos, Antônio Jonas Chagas Marreiros  – babalorixá  Jonas de Jagun, mais conhecido como Pai Liminha de Maricá – esta é uma grande oportunidade que o governo concede a todos os segmentos religiosos.  “Em especial no dia 13, por ter tudo a ver com a resistência e vitória dos povos de terreiros de tradição africana”, ressalta.

Ele explica que a Fonte para Orientação Religiosa das Matrizes Africana (FORMA) ficou responsável pela capacitação, enquanto a Superintendência de Assuntos Religiosos se ocupou de cadastrar os terreiros.

O evento contou ainda com apresentação de dois vídeos, que mostraram ações afirmativas da FORMA, como lavagens de escadaria, meio ambiente, personalidades ligadas ao mundo do candomblé e da umbanda, além de trechos do filme “Amistar”, de Spielberg, baseado em fatos reais: cenas dos últimos navios vindos do continente africano trazendo negros para o trabalho escravo.   

Além das secretarias municipais de Cultura e de Assuntos Religiosos, a exposição teve também apoio das secretarias de Turismo, de Direitos Humanos, da subsecretaria de Políticas para Mulheres e da superintendência da Diversidade Racial.  Na véspera, domingo (12/05) a secretaria promoveu, ainda, o abraço simbólico à Escrava Anastácia, na praça em frente ao cemitério. A atividade igualmente fez parte da celebração do 13 de maio.