CRAS Maricá comemora sete anos da Lei Maria da Penha

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A secretaria municipal de Assistência Social realizou nesta quarta-feira (21/08) um evento em defesa do combate à violência contra a mulher – no dia em que se comemora o sétimo ano da Lei Maria da Penha.

Participaram a secretária municipal de Assistência Social, Laura Maria Vieira da Costa, a subsecretária de Políticas Públicas da Mulher, Luciana Piredda, o subsecretário de Prevenção à Dependência Química, Alan Christi, a coordenadora do CRAS Centro, Vera Serafim, coordenadores e funcionários dos CRAS da cidade e representantes da sociedade civil.

Um vídeo com uma esquete produzida por alunos da rede municipal de Maricá sobre um episódio de agressão contra mulheres foi exibido ao público presente, que também assistiu ao filme “O Silêncio das Inocentes”, que homenageia Maria da Penha Fernandes, a cearense que sofreu diversos atentados do marido e que dá nome à Lei que tornou mais firme a punição em casos de violência doméstica contra as mulheres. Maria da Penha conseguiu a condenação do seu agressor quando duas ONGs interessaram-se pelo seu caso e o levaram a tribunais federais e internacionais, como o da Organização dos Estados Americanos (OEA).

A subsecretária Luciana Piredda aproveitou o encontro para reafirmar que a violência contra a mulher persiste em larga escala no país. “Pode ser física, psicológica, moral, sexual ou patrimonial, mas ela existe. Por isso lutamos por uma delegacia especializada em Maricá”, declarou.

Luciana também destacou que a secretaria municipal de Assistência Social, por meio dos CRAS, do Centro de Referência à Mulher e do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) possui equipes de psicólogos, assistentes sociais e advogados para apoiar mulheres vítimas de violência na cidade. “O trabalho é feito em parceria com o Ministério Público, Defensoria Pública e outros órgãos", esclareceu Luciana.

Maria Pereira, 59 anos, moradora de Itapeba e frequentadora do programa de assistência do CRAS, o “Grupo de Família”, disse que o evento foi emocionante. “Passei por alguns dramas familiares na infância, quando ainda não havia uma lei que protegia a mulher”, declarou.

Violência estimulada pelo consumo de álcool e drogas

O subsecretário de Prevenção à Dependência Química, Alan Christi, ressaltou que as drogas (entre elas o álcool) são um fator que potencializa a violência doméstica. “Existe ainda a violência institucional, que é quando o gestor público rejeita, ignora, ou banaliza a denúncia. Isto, em um momento em que a mulher está especialmente fragilizada”, destacou, defendendo que o assunto deve ser tratado como um problema social de interesse público”.

Já a secretária de Assistência Social, Laura Vieira, reforçou a importância da educação e da construção do ambiente familiar para a formação de cidadãos mais respeitosos em relação à mulher e mais engajados no combate à violência. “Se educarmos nossos filhos e netos a respeitar a mulher e ao próximo de uma maneira geral, teremos gerações mais sadias no futuro”, enfatizou.

A violência contra a mulher pode ser denunciada pelo telefone 180 (Denúncia Anônima).