CRAS São José realiza seminário sobre políticas sociais

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A secretaria municipal de Assistência Social promoveu hoje (02/10), no CAIC Prof. Elomir Silva, o seminário “O Papel da Assistência Social e sua Efetividade no Município”, uma discussão sobre implantação e manutenção de políticas públicas do setor.

Organizado pelo CRAS Central de São José II, com a coordenação da assistente social Gláucia de Oliveira e sua equipe, o encontro contou com a presença da secretária municipal de Assistência Social, Laura Maria Vieira da Costa; do secretário de Direitos Humanos, Miguel Moraes; da coordenadora do Programa de Atenção à Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente (PAISMCA), Sandra Caetano, que representou a secretária de Saúde Janete Valadão, e da superintendente em Educação Inclusiva, Mônica Rigó.

Em sua apresentação, a secretária Laura Vieira apresentou um relatório com detalhes sobre os projetos em desenvolvimento na cidade e estatísticas da área, enfatizando a importância da rede de assistência implementada pela atual administração. “Só os CRAS atenderam até agora 9.855 famílias. O Bolsa-Família atende, regularmente, seis mil famílias”, informou. “Ninguém faz nada sem parceria e Assistência Social, Saúde e Educação formam um tripé essencial avançarmos na erradicação da pobreza no município. Outras secretarias, como a de Direitos Humanos, também são muito importantes para o desenvolvimento desse trabalho”, completou.

A coordenadora do PAISMCA, Sandra Caetano, falou sobre o Plano Cegonha, do governo federal, que envolve o combate à mortalidade  infantil, o programa Pré-Natal e o atendimento de atenção básica do SUS no município. “Maricá é um dos municípios de maior crescimento na Região Metropolitana II. Apesar disto, em pouco mais de cinco anos, tivemos uma redução de quase 50% na mortalidade infantil (34,6% em 2007, para 17,6%em 2012). Em 2013, tivemos 2.800 acompanhamentos de pré-natal”, revelou.

A coordenadora técnica Amanda Neto e a assistente social Adriana Azevedo complementaram a palestra, com o tema Planejamento Familiar. “A gravidez precoce é um fato ainda recorrente e jovens mães, com dois ou três filhos, querem fazer laqueadura (método contraceptivo de desligamento das trompas), para livrar-se em definitivo do risco de uma nova gravidez. Orientamos para que utilizem outros métodos como o Dispositivo UltraUterino (DIU), ou outro. A laqueadura só pode ser realizada com indicação médica, se cumpridas exigências da Lei do Planejamento Familiar – Lei 9.263, de 12/01/1996”, explanou.

O secretário de Direitos Humanos, Miguel Moraes, discorreu sobre a importância dos agentes comunitários nos projetos ligados à área social. “Em novembro, estaremos implantando oficialmente a moeda social Mumbuca, juntamente com o Banco Comunitáro e Popular de Maricá. Os agentes fizeram levantamento de 1.856 comerciantes que já demonstraram interesse em participar do projeto conosco. Cinquenta e três pessoas vão monitor a implantação do programa, juntamente com um conselho paritário do governo e da sociedade civil. A meta é ajudar na erradicação da pobreza, com fomento da economia local e microcrédito para tapeceiras, bordadeiras, pescadores artesanais, agricultores familiares, entre outros”, declarou.

Já a superintendente Mônica Rigó encerrou o ciclo de palestras discorrendo sobre regulamentação e aplicação da Política Nacional de Inclusão no município. “Avançamos muito nos últimos anos no que diz respeito ao atendimento a alunos com necessidades especiais e a outras políticas de inclusão social. Hoje temos salas de recursos especiais nas escolas, curso de Libras para docentes e ações de apoio técnico-pedagógico. Mas temos que ter em mente que esse deve ser um processo contínuo”, defendeu.