Máquina de escrever faz sucesso no Museu Histórico de Maricá

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Uma antiga máquina de escrever Remington da década de 70 virou uma atração à parte no Museu Histórico de Maricá (MHM). Foi instalada em uma bancada logo na entrada do espaço, junto a um cartaz no qual o visitante é convidado a escrever usando o equipamento – “Deixe aqui o seu recado”, diz o texto. A interação tem provocado saudade nos adultos e encantamento em crianças de um mundo digital no qual vários equipamentos assim viraram peça do passado.

Sandra Ercília, guia do museu, define a presença da máquina, no local há uma semana: “É como se fosse uma etapa de boas-vindas para todas as antiguidades com que o visitante vai se deparar depois”, afirma. “Há desde um pilão e um violino a um mimeógrafo ou até mesmo uma máquina de costura”, acrescenta.

A ideia partiu do subsecretário de Cultura, Zola Xavier, com o objetivo de criar uma ligação entre a antiga máquina de escrever e os modernos equipamentos digitais de comunicação. “Quero que essa garotada tenha contato real com a máquina, que possa sentir nas próprias mãos como era a tecnologia antiga”, define Zola. “Assim vamos eliminando a distância de peça de museu como algo que só pode ser visto e não tocado e eles podem perceber as semelhanças dentro da diferença”, completa.   

São muitos os recados deixados sobretudo pelos pequenos, acompanhados dos responsáveis que também aproveitam para voltar ao tempo do mundo analógico. “Estamos arquivando tudo o que está sendo escrito com muito cuidado e carinho”, comenta Ercília. Apesar de estranharem a força que precisam fazer para escrever – diferentemente do teclado de um notebook, por exemplo – as crianças pegam rápido o jeito de teclar a Remington.  “Os adultos que, um dia, já fizeram uso dela e perderam a prática e ficam muito felizes com a oportunidade de usá-la novamente, mesmo por uns poucos minutos”, ressalta.

Diego Rezende, estudante de psicologia, não acreditou quando se viu diante da máquina pronta para ser usada. “Vou matar as saudades”, frisou Diego, deixando a sua mensagem no papel junto com as de visitantes como Carolina Moufá – “adorei conhecer de perto objetos do tempo em que eu nem pensava em nascer, que contam a história de Maricá”, escreveu.  

O museu abre de segunda a sexta, das 9h às 17h, aos sábados, das 14h às 20h e aos domingos, das 14h às 18h.