Dia Mundial do Diabetes: Saúde de Maricá qualifica profissionais da rede de atenção básica

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Coordenadora do Hiperdia apresentou o seminário de atualização sobre diabetes para os profissionais da saúde

Para marcar o Dia Mundial do Diabetes (14 de novembro), a secretaria de Saúde de Maricá realizou nesta quinta-feira (14/11) um curso de capacitação voltado aos enfermeiros, técnicos de enfermagem, médicos e agentes de saúde que atuam nas 24 unidades básicas do município (cinco postos de saúde e 19 unidades do Programa de Saúde da Família – PSF). De acordo com relatório divulgado nesta quinta-feira pelo Ministério da Saúde, a doença aumentou em 40% nos últimos seis anos no país. Em Maricá, 13.322 pacientes são atendidos com acompanhamento de equipes do PSF e recebem medicamentos gratuitos (insulina) fornecidos pelo governo federal (SUS) e repassado a cada três meses pelo estado. Destes a maior parte é formada por idosos e obesos.

Realizado no auditório da Faculdade Severino Sombra, no Centro, o I Seminário de Educação em Diabetes teve o objetivo de atualizar os profissionais sobre os sintomas da doença, como se comporta e formas de tratamento. Segundo a coordenadora do programa municipal Hiperdia (Hipertensão e Diabetes), Silvana Waldheim, os sintomas mais comuns da doença são suor intenso, desidratação, pressão alta e urinar muitas vezes ao dia. “Nos primeiros atendimentos a gente faz um histórico de saúde para saber se têm casos de diabetes ou hipertensão na família e solicitamos um exame de sangue. Constatada a doença, o paciente recebe o acompanhamento de equipes do PSF e também de um nutricionista”, explica Silvana.

Na abertura da palestra, a coordenadora do programa Hiperdia, que apresentou o seminário, promoveu uma dinâmica de sensibilização da doença com os participantes. Eles foram divididos em duplas e uma pessoa teve os olhos vendados com um lenço e colocou luvas nas mãos – para simular a cegueira e a perda do tato, sintomas provocados pelo diabetes – enquanto a outra pessoa teve que conduzi-la pela sala. “Essa é a condição de vida de muitos pacientes e essa reflexão foi importante para eles conheceram as dificuldades que essas pessoas enfrentam. A intenção sensibilizar a equipe para melhorar o atendimento nas unidades de atenção básica”, declara Silvana.

A agente de saúde Hambrella Araújo, de 27 anos, que trabalha no posto de saúde do Jardim Atlântico, em Itaipuaçu, elogiou a iniciativa da secretaria de fazer um curso de atualização sobre a diabetes. “Estou há pouco tempo na rede de saúde e esse treinamento é válido para entender as causas, prevenção e como auxiliar os pacientes no tratamento”, afirmou Hambrella.

O Hiperdia funciona no prédio da secretaria de Saúde (Avenida Roberto Silveira, 46, Centro) e atua em conjunto com as unidades básicas de saúde. Os atendimentos são feitos por equipes dos postos de saúde e PSF, que enviam relatórios com o histórico dos pacientes (informações sobre peso, altura, problemas renais e cardiovasculares, amputação de membros, perda de visão, entre outras). A insulina pode ser retirada em postos de saúde ou na Farmácia Básica, que funciona no anexo do Centro de Diagnóstico, no Centro. Mais informações pelo telefone 2634-0618.

Sobre a doença – A diabetes é uma doença crônica resultante do desequilíbrio dos níveis de glicose no sangue. Isso ocorre quando o pâncreas não consegue produzir insulina suficiente (diabetes tipo 1) ou quando a insulina produzida pelo pâncreas não age adequadamente nas células devido a uma resistência do corpo à ação dela (diabetes tipo 2). Quando um destes problemas com a insulina ocorre, a glicose deixa de ser absorvida pelas células, o que provoca a elevação dos níveis de glicose no sangue.

A principal característica da diabetes é a hiperglicemia (elevação dos níveis de glicose no sangue), que pode se manifestar por sintomas como poliúria (excesso de urina), polidipsia (sede aumentada), perda de peso, polifagia (fome aumentada) e visão turva. Esses sinais e sintomas são mais evidentes no diabetes tipo 1. O diabetes tipo 2 em geral é mais “silencioso” e é mais comum na faixa etária dos adultos.