Defesa Civil de Maricá treina alunos contra situações de risco

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Simulado na EM Maurício Antunes, no bairro Saco das Flores, reuniu 143 pessoas, entre professores e alunos

No Dia Estadual de Redução de Desastres, três escolas municipais participaram de simulações 

Para marcar o Dia Estadual de Redução de Desastres (29/11), a Defesa Civil de Maricá, em parceria com as secretarias municipais de Educação e Segurança, realizou nesta sexta-feira (29) um treinamento para ensinar professores e alunos a enfrentarem situações de risco, como incêndio e enchente, e desocuparem prédios públicos com rapidez e segurança. Ao todo, 950 pessoas das escolas municipais Joana Benedicta Rangel e Carlos Magno Legentil de Mattos, no Centro, e Maurício Antunes de Carvalho, no Saco das Flores, participaram da atividade, que também contou com a participação de agentes da Guarda Municipal.

Na escola Maurício Antunes, o treinamento mobilizou 143 pessoas, entre alunos e o corpo docente. A diretora Manoela Carvalho aprovou o treinamento e estuda incluir simulados mensais na unidade a partir de 2014 com o apoio da Defesa Civil. “Foi importante para reforçar a segurança na escola e também orientar alunos e funcionários sobre como agir e sair do prédio em situações de emergência, como vazamento de gás e incêndios”, declarou a diretora. Aluno do 3º ano do Ensino Fundamental, Júlio Cesar Santos Pereira, de 8 anos, aprovou a atividade na escola. “Foi muito legal porque aprendemos a sair da escola em segurança”, disse Júlio.

O subsecretário de Defesa Civil, coronel Jorge Braga, comemorou o sucesso do simulado e destacou o empenho de todos. “A escola se envolveu nesta atividade e passou no treinamento com louvor. A diretora ensaiou com alunos e professores durante a semana e fizemos a evacuação do prédio em menos de quatro minutos, tempo adequado para retirar as pessoas com segurança”, enalteceu coronel Braga. No final da atividade, os alunos receberam uma cartilha com orientações de como desocupar prédios em segurança. A ação nas três escolas contou com cerca de 40 guardas municipais e agentes da Defesa Civil.

O Plano de Emergência para Instituições de Ensino é um exercício de escape e funciona seguindo passos simples onde cada um tem uma função específica para garantir a segurança de todo o grupo. Primeiro, são escolhidos um ponto de encontro (local amplo no exterior do prédio para onde as pessoas devem ir em situação de risco) e uma rota de evacuação segura. Em seguida, o professor ou representante de turma deve escrever no quadro a quantidade de pessoas que estão na sala de aula – o número deve ser alterado sempre que entrar ou sair alguém do local.

Depois que a Defesa Civil disparou o alarme, os alunos, acompanhados dos professores, saíram em fila indiana em silêncio e sem correria até a área externa, local seguro previamente definido. Antes de sair, os professores conferiram se todos haviam deixado às salas e colaram avisos informando que o local havia sido desocupado. “Este plano é muito importante porque permite a prática de procedimentos de autoproteção, permitindo que todos se sintam colaboradores e corresponsáveis pela segurança da comunidade escolar”, ressaltou o coronel Braga.