Pluviômetros ampliam rede de monitoramento de chuvas

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Pluviômetro instalado em Maricá envia as informações de quantidade de chuvas para o Cemaden - Foto: Divulgação

A Prefeitura de Maricá modernizou a rede de monitoramento de chuva para melhorar a prevenção de desastres naturais. Em 2013, cinco pluviômetros automáticos foram instalados e, nesse ano, a cidade vai ganhar mais oito aparelhos semiautomáticos para medir, em milímetros, a intensidade das chuvas. A iniciativa é uma parceria entre a Prefeitura e o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. 

Os pluviômetros integram o Plano Municipal de Contingência, criado pela Defesa Civil, com o objetivo de preparar a cidade para situações de emergência, principalmente em áreas de risco. Os medidores automáticos estão instalados na sede da Defesa Civil, às margens da RJ-106, no bairro Colina, e nas escolas municipais Ministro Luís Sparano (Spar), Professora Dilza da Silva Sá Rego (Jaconé), Marquês de Maricá (Itaipuaçu) e Reginaldo Domingues dos Santos (Ponta Negra).

Estes equipamentos contabilizam a quantidade de chuva e as informações são enviadas, via satélite, para a central de monitoramento do Cemaden, em São Paulo. Um relatório diário com previsões meteorológicas é repassado para o controle da Defesa Civil. A intensidade de água varia de muito fraca (20 mm), moderada (35 mm), forte (45 mm) e muito forte (50 mm). Já os aparelhos semiautomáticos serão controlados pelo próprio município e as informações são mostradas no visor digital. "Os nossos agentes irão receber treinamento do Cemaden para interpretar os dados sobre a intensidade das chuvas. Estes aparelhos garantirão mais agilidade ao nosso trabalho de prevenção", declarou o subsecretário de Defesa Civil, coronel Jorge Braga. "Enviamos a solicitação de mais pluviômetros que foram confirmados pelo Cemaden. Estamos aguardando instalação dos medidores", completou.

Os novos equipamentos serão implantados em regiões onde há risco de deslizamentos ou alagamentos. Os locais definidos pela Defesa Civil são: Centro (Rua Álvares de Castro), Ubatiba (Estrada de Ubatiba), Retiro (Serra do Camburi), Itaipuaçu​ (Estrada de Itaipuaçu), Bambuí (Avenida Balneário), Spar (Estrada de Cassorotiba), Ponta Negra (Rua Emílio Ferreira da Silva) e Caju (Estrada do Caju).

Plano de Contingência

No Plano de Contingência, estão traçados os pontos de atuação de diversas esferas da administração municipal para garantir o atendimento conjunto e rápido em caso de crise. A Defesa Civil mapeou 46 áreas com riscos de deslizamentos e inundações, como as regiões de Inoã, Spar (Serra do Cala Boca), Itapeba, Mumbuca, Itaipuaçu, Bairro da Amizade, Jacaroá, Espraiado, Ponta Negra, Jaconé, Silvado, Caju, Cordeirinho, Bambuí, Bananal, Ubatiba e Centro.

A Defesa Civil também realiza ações constantes em parceria com as secretarias municipais e sociedade civil organizada (associações de moradores, igrejas, entre outros). Em março, um encontro, promovido pela Secretaria de Assuntos Religiosos e Associação de Ministros Evangélicos de Maricá, ficou definido que as igrejas católicas e evangélicas irão repassar à Defesa Civil uma lista com locais amplos e de fácil acesso para servir de abrigos em casos de crise. "É importante que todos saibam o que fazer em casos de alagamentos, deslizamentos ou desastres naturais", destacou coronel Braga.​