Prevenção à Dependência Química realiza 35º Fórum em Maricá

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Na semana passada, a Subsecretaria de Prevenção à Dependência Química de Maricá realizou seu 35º Fórum, na Casa Digital. Na ocasião, a equipe retomou assuntos discutidos em outros encontros, além de abrir novas pautas, como a implantação do Centro Digital de Ressocialização, que incluirá um núcleo de informática com 20 computadores, para atender dependentes químicos, familiares e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). O centro funcionará na sede do CREAS, que passa por reforma.

Boa parte do encontro foi dedicado ao debate sobre a quantidade de dependentes químicos ativos, inativos e pertencentes do arquivo morto em Maricá. Com base na pesquisa realizada nos bairros da cidade, constatou-se que houve mudança em massa de pessoas de municípios próximos, como Rio de Janeiro, Niterói e São Gonçalo. Segundo o subsecretário de Prevenção à Dependência Química, Alan Christi, que comandou o forúm, "possivelmente essas pessoas migraram para Maricá por conta das áreas de conflito e das ações das unidades de pacificação nestes municípios, ou por serem forçadas a um recolhimento e internação compulsórias".  Ainda no encontro, concluiu-se que São José do Imbassaí, que liderava a estatística, com 22% da demanda, foi suplantado por Inoã e Itaipuaçu, com 38% dos dependentes ativos. Em relação aos dependentes inativos, que não procuram atendimento regularmente, São José aponta 10% contra 37% do Centro e 42% de Inoã e Itaipuaçu. 

Fórum Itinerante

Durante o encontro, foi questionada a implantação do Consultório de Rua e do Fórum Itinerante, cujo objetivo é a descentralização das reuniões. O subsecretário de Prevenção à Dependência Química, Alan Christi, comunicou que os projetos integram a programação de 2014.

O Consultório de Rua depende de um trabalho em rede com outras secretarias, órgãos públicos e entidades da sociedade civil. Até o momento, há 40 instituições cadastradas para apoio ao setor, como abrigo e internação. Quanto ao Fórum Itinerante, o subsecretário disse que há poucos dias, convidado para uma palestra na AMARI (Associação de Moradores e Amigos do Recanto de Itaipuaçu), ficou impressionado com a estrutura e organização da mesma. "Pretendemos iniciar o trabalho de prevenção à dependência química com as comunidades o mais breve possível. Estamos sondando a participação de estagiários em nosso programa. Há projetos educativos, como o Teatro Psicológico e a Análise Vocacional, que pretendem apresentar aos usuários algumas alternativas de profissão e qualificação para o mercado de trabalho. Esses projetos de prevenção contribuirão para a diminuição do quadro da dependência química em nosso município. Para isso, a participação da sociedade civil será muito importante", disse.

O próximo fórum está agendado para o dia 16 de junho, às 14h, na Casa Digital, que fica na Praça Orlando de Barros Pimentel, Centro.​