Integração entre artistas e público marca a terceira Mostra Cultura Maricá

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Mais de 50 pintores, artesãos e escultores puderam expor suas mercadorias

A marca fundamental da terceira edição da Mostra Cultura Maricá, este ano, foi a total integração entre os artistas participantes, como aconteceu com a escultura "Sedução", de Mauro Carvina, eternizada na tela pelo pintor Di Bonilho. Ainda dentro da socialização artística, Dawson Nascimento, esculpindo em madeira, e Nílton Torres, em pedra sabão e bronze, trocaram informações sobre suas respectivas técnicas de trabalho. Nessa realização, que ocorreu nos dias 7 e 8 de junho, mais de 50 pintores, artesãos e escultores puderam expor suas mercadorias ao mesmo tempo em que as confeccionavam diante das pessoas que passeavam entre as 24 tendas montadas na Praça Orlando de Barros Pimentel, no Centro. O público, em geral, ficou bastante satisfeito com a qualidade das peças, além da organização da feira.

"Gostei de tudo, gostei do visual, da variação de atividades, dos produtos artesanais, de saber o que é produzido pelos nossos artistas aqui na cidade e, principalmente, das apresentações de dança, música e balé. Acho que isso deveria acontecer sempre", comentou Carlos André, morador de Ubatiba há 12 anos.  Antônio Oliveira, que também mora no bairro também elogiou o evento. "Esta foi, sem dúvida, a melhor edição", disse.   

Além do público, os expositores elogiaram a iniciativa. Na tenda dos índios tupi-guarani, da Aldeia da Mata Verde Bonita, muita gente se encantou com os artesanatos indígenas, para a alegria do cacique Tupã. "Estou extremamente feliz com toda essa receptividade", declarou.

De acordo com o secretário municipal de Cultura, Sérgio Mesquita, o evento é fundamental para estreitar laços entre população e artistas. "Essa aproximação da arte feita em Maricá com os moradores e visitantes do município é cada vez mais necessária no sentido de valorizar nossos artistas, artesãos e todos que, de alguma forma, exercitam sua criatividade em prol da cultura maricaense". Para a subsecretária da pasta, Myrtes Almada, o resultado da mostra foi muito positivo. "Trouxemos a cultura para a rua, tirando das academias, por exemplo, as companhias de dança, tão habituadas a atuarem mais em locais fechados. Demos a elas a oportunidade de ir ao encontro de um público sedento por esse tipo de espetáculo. Como os artesãos e artistas plásticos, que encontraram na praça seus admiradores, compradores e novos fãs", completou.​