Núcleo A-D oferece atividade multidisciplinar aos usuários do CAPS

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Oficina "Reciclando Vidas" é uma das atividades oferecidas pelo núcleo

O Núcleo Álcool e outras Drogas (Núcleo A-D) – vinculado ao Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), que atende pessoas com transtornos mentais – oferece tratamento para dependência de álcool e outras drogas com abordagem multidisciplinar. O serviço é executado por uma equipe composta por médico psiquiatra, psicólogos, enfermeiras, assistente Social, terapeuta ocupacional, fonoaudióloga, técnico de enfermagem, técnicos de referência, administrativos e técnicos de hotelaria.

"Essa equipe atende pessoas com problemas decorrentes do uso ou abuso de álcool e outras drogas em diferentes níveis de cuidado, como intensivo (diariamente), semi-intensivo (de duas a três vezes por semana) e não-intensivo (até três vezes por mês)", explica o psicólogo César Viellas. O objetivo do acompanhamento, que inclui oficinas, terapias, passeios de grupo e demais atividades, é fazer com que aconteça o retorno ao funcionamento produtivo no âmbito familiar, de trabalho e na comunidade. "Os sintomas psiquiátricos de uma doença concomitante com o abuso de substâncias podem alterar a sintomatologia encontrada nesses pacientes, interferindo muitas vezes no diagnóstico, no tratamento e no prognóstico dos transtornos", alerta.

No CAPS, são realizadas diversas atividades, como a oficina "Reciclando Vidas". Com a orientação de um profissional, os pacientes confeccionam bancos e mesas com materiais que seriam jogados no lixo. Além desta, é realizado o Cine-debate, as quintas-feiras, no Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU). A ideia é apresentar aos usuários outros equipamentos e espaços sociais do município, como também visitas domiciliares, nas comunidades e passeios em grupo, contando com a participação dos familiares. "Uma das frentes de trabalho é a oficina de reciclagem. Trabalhar a autoestima é um dos objetivos, afim de que eles percebam que têm potencial. Vejo que esse trabalho dá motivação. Pensamos num CAPS para fora. Criar espaço lá fora para que os pacientes possam circular", esclarece o psicólogo Valdeir Moura Duarte, que trabalha com o núcleo há 22 anos.

A secretária municipal de Saúde, Fernanda Spitz, comenta as ações desenvolvidas na unidade. "O trabalho realizado pelos profissionais do CAPS é emocionante. Verificar a reintegração social dos portadores de transtornos mentais, incluindo a dos dependentes químicos, é experimentar de fato a reforma sanitária. Acompanhar as oficinas inclusivas sempre renova minhas energias, pois é perceptível a possibilidade da recuperação humana e a reinserção do indivíduo à sociedade. Parabéns a todos os funcionários e especialmente aos usuários que buscam a recuperação", diz.

O CAPS funciona na Rua Clímaco Pereira, 241, Centro. Outras informações sobre as atividades podem ser obtidas pelo telefone 2637-2578.