Secretaria de Saúde promove primeira capacitação em teste rápido para HIV

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Objetivo é reduzir o número de casos de sífilis adquirida e eliminar a sífilis que é transmitida na gestação - Foto: Divulgação

O programa DST/AIDS e Hepatites Virais, da Secretaria Municipal de Saúde, iniciou nesta terça-feira (09/09), no Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU), na Mumbuca, a primeira capacitação em teste rápido para o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e Sífilis. A ação – divida em dois encontros (o próximo será no dia 16/09), das 8h30 às 17h – é destinada aos enfermeiros das Unidades Básicas de Saúde e da Estratégia Saúde da Família.

Após o treinamento dos profissionais, será inserido em todas as unidades de saúde de Maricá o teste rápido de HIV e o de sífilis, que identifica o resultado em 20 minutos. A descentralização será feita aos poucos e acompanhada de perto pela equipe do programa responsável. Com o teste, será possível o diagnóstico precoce nas gestantes, naqueles que forem buscar atendimento em relação a alguma doença sexualmente transmissível (DST) ou para aqueles que desejarem por algum motivo realizar o exame.

“Toda DST é uma porta aberta para o HIV. Ao invés de ir a um laboratório, haverá a oportunidade de se fazer o teste na própria unidade de saúde, onde o usuário é cadastrado. O que o Ministério da Saúde deseja junto ao estado e município é descentralizar o teste rápido e ter o diagnóstico precoce da doença, visto que o número de casos com HIV está crescendo muito”, explica Cláudia Rodrigues, coordenadora do programa DST/AIDS e Hepatites Virais.

Ao procurar a unidade, o usuário será atendido e acolhido por um funcionário. Para a secretária municipal de Saúde, Fernanda Spitz, o desejo de anos se torna realidade. “Hoje, a gente faz o teste no Hospital Municipal Conde Modesto Leal e no Serviço de Atendimento Especializado (SAE). Até o final do ano, tentaremos colocar o teste rápido de HIV e sífilis em todas as unidades de saúde. Isso vai facilitar o acesso, o diagnóstico e a qualidade de vida”.

A coordenadora Cláudia Rodrigues chama a atenção para o fato do teste não ser aleatório. “Tudo tem um motivo, seja pelo fato de ter uma relação sexual sem proteção, por acidente ocupacional, por uso de agulhas e seringas. Nossa capacitação levará o funcionário a ser treinado e melhor servir a comunidade nessa testagem”, diz Cláudia, acrescentando que o resultado do exame é confidencial, principalmente o teste de HIV. Caso o resultado seja reagente, caberá ao enfermeiro perguntar se o paciente quer o tratamento. Ao aceitar, será encaminhado para o programa de DST.

Sobre o HIV

O HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causador da Aids, ele ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. Pode ser transmitido pela relação sexual desprotegida; pela transmissão vertical da gestante contaminada para o bebê ainda na vida intrauterina ou logo depois do parto e ainda na amamentação; pelo uso de agulhas e seringas contaminadas; pela transfusão de sangue; e ainda pelo sexo oral. “O HIV também pode ser transmitido pelo sexo oral, se houver uma cárie, uma lesão, dentes estragados”, alerta a médica do Serviço de Atendimento Especializado (SAE), Sandra Helena Peixoto Berbert. “Podemos citar como exemplo a sífilis e o Vírus Papiloma Humano (HPV), que são doenças sexualmente transmissíveis e que também podem ser transmitidas pelo sexo oral, causando lesões na língua, garganta e podendo complicar até mesmo com o câncer”, enfatiza.