Posto Central de Maricá realiza palestra sobre câncer de mama para as mulheres

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Palestrante informou como fazer o autoexame das mamas e importância da amamentação, além de alertar sobre violência doméstica e planejamento familiar

A Secretaria Municipal de Saúde reservou a manhã desta quarta-feira (29/10), no Posto Central, para orientações de prevenção ao câncer de mama, em alusão à Campanha “Outubro Rosa”. Durante o evento, as palestrantes informaram como fazer o autoexame das mamas e importância da amamentação, além de alertarem sobre violência doméstica e planejamento familiar. Para a coordenadora da unidade, Thais Staite, ainda há mulheres que desconhecem o autoexame, que deve ser realizado em casa, uma vez por mês, após o período menstrual. “Se descobrirem o câncer no início, há 95% de chance de cura. A Atenção Básica é prevenção, por isso queremos orientar”, afirma. Em relação à prevenção, a fonoaudióloga Suzane Muniz chamou a atenção para a importância da amamentação, que diminui a displasia, leva a mama a ficar menos densa por causa da substituição do tecido, sendo menos susceptível à ação hormonal que provoca o câncer.  “Além do valor nutricional para a criança, a mãe é beneficiada de modo psicossocial e emocional. Quanto mais amamentar, mais irá prevenir o câncer de mama”.

De acordo com a médica e subsecretária de Atenção Básica, Claudia Souza, a maior dificuldade da mulher em praticar o autoexame das mamas está relacionada ao medo de encontrar algo, que para muitas significa uma sentença de morte. “O diagnóstico precoce, muitas vezes, a poupa da mastectomia radical (retirada completa da mama), retirando-se apenas um segmento, e o melhor, com índices de cura muito elevados. A mulher deve fazer o autoexame uma vez por mês, de preferência no período pós-menstrual, quando as mamas estão menos densas. No caso de se notar modificação da textura da pele da mama, ou seja, aspecto semelhante à casca de laranja, inversão do bico do peito, saída de secreção com sangue ou nódulos palpáveis, a mulher deve imediatamente procurar por um serviço de saúde. Isso vale também para o homem, pois ele também pode ter câncer de mama. Cabe ressaltar que a opinião do marido ou companheiro ao detectar algo diferente na esposa deve ser levada em consideração”, recomendou.

Um dos temas com maior número de participantes foi debatido pela coordenadora do Centro Especializado de Atendimento à Mulher de Maricá, Elaine Souza. Na ocasião, ela destacou que o primeiro trabalho realizado pela equipe – que é composta por psicólogo, assistente social e advogado – é o acolhimento, para que a mulher se sinta segura. Em seguida, Elaine incentivou o público feminino a denunciar, caso alguém seja vítima de violência. “Quando elas procuram ajuda é porque já sofreram bastante. Normalmente, os maridos ou os companheiros desvalorizam essas mulheres, fazendo-as reféns. Queremos mostrar que elas podem e devem sair desse ciclo de violência”, encorajou Elaine. Outras informações sobre violência doméstica podem ser obtidas na Casa da Mulher, que fica à Rua Alcebíades Alves de Matos, 229 (Rua do posto central), ou pelo telefone 3731 5636.