Comunicado da Secretaria Municipal de Saúde (atualizado)

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Exame solicitado para comprovação do vírus deu negativo para H1N1

A Prefeitura de Maricá, através da Secretaria Municipal de Saúde, vem a público tranquilizar a população a respeito de boatos de incidência do vírus H1N1, da gripe suína, na cidade e reitera que nunca houve nem há nenhum caso da doença no município. A situação da paciente internada no Hospital Municipal Conde Modesto Leal (HMCML) na manhã do último dia 20/11, que gerou uma onda de julgamentos precipitados, nada teve a ver com a doença. O exame solicitado para comprovação do vírus, como forma de frear a disseminação de informações alarmistas e sem comprovação médica, teve o seu resultado divulgado na noite desta quinta-feira (27/11), e deu negativo para H1N1.  

A jovem, que infelizmente faleceu na UTI de Itaboraí – para onde fora transferida pela Central de Regulação do Estado com intervenção e acompanhamento pessoal da Secretaria Municipal de Saúde de Maricá –, deu entrada no HMCML com um quadro agudo de descompensação metabólica provocada por diabetes, agravado por uma forte infecção nas vias respiratórias. A paciente foi examinada, passou por todos os exames pertinentes e foi medicada de acordo com os sintomas apresentados. A Secretaria Municipal de Saúde, após levantamento de todos os Boletins de Atendimento da unidade registrados nos últimos dois meses, verificou ainda que a paciente foi atendida quatro vezes com sintomatologias e queixas diferentes, sempre com a qualidade e a eficiência características da equipe de profissionais do HMCML. 

A Secretaria Municipal de Saúde informa ainda que tomou todas as medidas necessárias previstas pelas normas do Ministério da Saúde e da Vigilância em Saúde e esteve em contato direto com a Secretária Municipal de Educação e demais órgãos públicos necessários, prestando todos os esclarecimentos a fim de tranquilizar pais e estudantes da escola onde a adolescente estudava.

Esclarecimento atestado de óbito

A Secretaria Municipal de Saúde esclarece que o atestado de óbito da paciente traz como causa o H1N1 em função da suspeita, na hora do falecimento, de que a jovem estivesse com a doença. Apesar de não haver história epidemiológica ou histórico de contato com algum portador do vírus, o médico que a assistia em Itaboraí pode ter considerado a evolução clínica do quadro para embasar o atestado.  A Secretaria Municipal de Saúde reitera que tal comprovação, no entanto, dependia única e exclusivamente do resultado dos exames específicos (realizados pelo Laboratório Central de Saúde Pública – LACEN RJ) para a detecção da doença e estes deram negativo para a gripe suína. Com isso, o atestado de óbito terá, provavelmente, de ser corrigido. A secretaria reafirma, ainda, que nunca houve e nem há qualquer caso da doença comprovado em Maricá.

É importante esclarecer que toda doença transmissível (dengue, meningite, H1N1, etc.) requer um forte processo de investigação epidemiológica e os casos só são confirmados ou descartados após análise detalhada, baseada em métodos certificados de um conjunto de informações principalmente disponíveis em resultados laboratoriais. Ou seja, o fato de haver a suspeita na avaliação clínica não significa que o indivíduo esteja de fato infectado. Com relação ao tratamento, todas as medidas foram prontamente executadas pela secretaria para preservar o paciente e a equipe de saúde.