Maricaenses recebem orientação sobre tuberculose em ação da Saúde

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Iniciativa teve como objetivo alertar a população para os sintomas da tuberculose e promover o diagnóstico precoce da doença

A Secretaria Municipal Adjunta de Saúde, por meio do Programa Municipal de Controle da Tuberculose (PMCT), realizou nesta terça-feira (24/03) ação em comemoração ao Dia Mundial de Combate à Tuberculose, na Rodoviária do Povo, no Centro da cidade. Vários programas participaram do evento, como DST/AIDS/hepatites virais; hanseníase; atenção integral à saúde da mulher, criança e adolescente; planejamento familiar; educação em saúde; saúde do idoso; hipertensão e diabetes (hiperdia); imunização; saúde mental; controle da dengue; tabagismo; saúde bucal; e área técnica de alimentação e nutrição.

Durante a ação, a população foi orientada sobre diversos assuntos e recebeu material informativo. Além disso, foram realizadas atividades como vacinação contra o Vírus Papiloma Humano (HPV); distribuição de 1.400 preservativos; realização de 10 testes rápidos de HIV; aferição da pressão arterial de 74 pessoas; 25 acompanhamentos de beneficiários do programa Bolsa Família; e 55 atendimentos para verificação de glicemia capilar.

Para a secretária municipal adjunta de Saúde, Fernanda Spitz, após 133 anos da descoberta do bacilo causador da tuberculose, muitas pessoas ainda são acometidas pela doença no mundo inteiro e a prevenção é essencial.  “A iniciativa de se fazer uma grande mobilização na data comemorativa desta descoberta tem como objetivo alertar a população para os sintomas e também promover o diagnóstico precoce e o tratamento da doença”, afirmou.

A secretária agradeceu a todos os profissionais envolvidos, às secretarias de governo que apoiaram o evento e aos usuários. “Agregamos ações de todos os programas da atenção básica em saúde, para que de fato a população tenha acesso a diversos serviços”, informou a secretária.

Superintendente de Vigilância em Saúde, Carolina Monteiro destacou que a tuberculose tem cura. “Para isso é muito importante que o tratamento seja feito de forma correta e não deve ser interrompido após o desaparecimento dos sintomas”. Carolina explicou que ao se interromper o tratamento, o bacilo da doença pode voltar com mais resistência, dificultando o tratamento, que é gratuito, feito com antibióticos e tem duração de, pelo menos seis meses.

Segundo a coordenadora do PMCT, Mônica Jambôr, os principais sintomas da tuberculose são tosse por mais de quinze dias, febre mais comum ao entardecer, suores noturnos, falta de apetite, emagrecimento e indisposição. Ela explicou que a contaminação da doença acontece quando uma pessoa com tuberculose fala ou espirra e expele gotículas com o bacilo. “A pessoa que estiver próxima, ao respirar, poderá inspirar o bacilo para o pulmão. Vale destacar que não se pega tuberculose ao beber no copo ou utilizar o mesmo talher do paciente, desde que bem lavados”.

Segundo a coordenadora, o tratamento é feito com a combinação de diferentes tipos de medicamentos e  pode, praticamente, curar todos os casos. “O tratamento é a melhor forma de se evitar a disseminação da tuberculose. Quanto mais rápido se fizer o diagnóstico, menor será a chance de disseminar a doença para outras pessoas”, ressaltou.

Outras informações sobre o Programa Municipal de Controle da Tuberculose e sobre a doença podem ser obtidas pelos telefones 2634-0618, 2634-7965 e 2637-8312.​