Campanha “De Olho no Peixe” incentiva consumo do pescado em Maricá

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Com preços até 40% menores em relação às peixarias, "Caminhão do Peixe" registrou intenso movimento no primeiro dia da campanha

“Quem come mais peixe vai menos ao médico”. A frase, bastante oportuna na Semana Santa, foi dita pelo presidente da Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Fiperj), Essiomar Gomes, que participou nesta quarta-feira (1/4), em Maricá, da campanha para conscientização e incentivo ao consumo do pescado “De Olho no Peixe”. O estande do órgão foi montado na Praça Conselheiro Macedo Soares, no Centro. Ao lado dele, estacionou o veículo do programa “Caminhão do Peixe”, parceira da Prefeitura de Maricá com o governo federal para vender o alimento a preços mais em conta.

O projeto “De Olho no Peixe” é uma ação conjunta da Fiperj e da Secretaria de Pesca do Estado com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em que técnicos distribuem panfletos e dão orientações sobre gestão de negócios no setor, além de informações sobre a importância nutricional do peixe. O presidente da fundação afirmou que o consumo de peixe na região metropolitana do Rio de Janeiro ainda não se equipara ao que se produz.

“No Grande Rio se consome cerca de 12 quilos de pescado por pessoa anualmente. Ainda é pouco para o volume da produção pesqueira que é um dos maiores do Brasil”, pontuou ele, apontado o litoral de Maricá como um dos principais polos de produção da região. “Há uma grande concentração de espécies entre a região de Jaconé e as Ilhas Maricás, onde é possível encontrar corvina, tainha, robalo, pampo e vagalume. Temos mapas estatísticos sobre a região e também estamos levantando informações sobre os pescadores para políticas públicas”, garantiu Essiomar Gomes.

O subsecretário estadual de Pesca, Sebastião Rodrigues, também foi conferir o trabalho e disse que está sendo feito um acompanhamento do movimento na Semana Santa. “Estamos monitorando as vendas do pescado nas peixarias e colônias da cidade. Além disso, vamos nos empenhar na regulamentação da lei sobre a instrução do tamanho da malha das redes de pesca”, adiantou Rodrigues.

Peixe mais barato

Enquanto a equipe do Fiperj dava as informações e incentivava os consumidores, uma fila se formou ao lado do estande, no “Caminhão do Peixe”, onde era vendido pescada e xerelete a R$ 7 o quilo, cerca de 40% a menos que o preço praticado nas peixarias. O veículo ficou na praça até as 14h e teve grande procura.

“Vim de Bambuí para comprar aqui no Centro e o preço do caminhão é sempre ótimo. Sou quase uma cliente fixa por onde ele passa”, afirmou a dona de casa Vilma Garcia, de 54 anos, que levou para casa quatro quilos de pescada.

O guia de turismo Volmar Costa, de 52 anos e morador do Parque da Cidade, afirmou que também acompanha a rota do caminhão para comprar sempre nele. “Hoje estou levando pescada para fritar e tainha para assar. O preço é muito bom”, reforçou.

O frigorífico móvel do programa estará novamente na Praça Conselheiro Macedo Soares nesta sexta-feira (3/4), das 8h às 14h. Antes, nesta quinta-feira (2), será a vez da Praça do Barroco, em Itaipuaçu, no mesmo horário.