Comércio e Prefeitura se reúnem para discutir programação de Natal e ordenamento no município

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Representantes da Prefeitura, CDL e Associação Comercial discutiram programação do Natal e ordenamento de ambulantes

Secretários municipais reuniram-se nesta terça-feira (28/07), com representantes da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), e da Associação Comercial, Empresarial e Industrial de Maricá (Aceim), na sede da Secretaria Municipal Adjunta de Obras, no Caxito, para discutir sobre a programação de Natal. A presidente da CDL, Marisete Cardoso, apresentou duas campanhas – que serão deflagradas no comércio, junto à população de Maricá – e solicitou apoio do poder público para sua divulgação.

A primeira, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae), acontecerá em setembro e prevê a ampliação do marketing do comércio local, com qualificação profissional para vendedores e inscrição no sistema Cadastro Positivo, que considera a ficha do cliente apenas a partir do momento em que se cadastra. A CDL também realizará sorteio de brindes e para o Natal pretende investir ainda mais.  “Desejamos fazer um Natal mais colorido e alegre. Para isso, precisamos de uma cidade mais iluminada. Existe a ideia de uma grande árvore de Natal, no Centro. Para isso, precisaremos da parceria de todo o comércio e indústria e o governo pode nos ajudar na divulgação desses projetos”, sugeriu.

Foram questionadas as obras de manutenção de rede e recolocação de caixas pluviais, com prevenção de alagamentos, recapeamento das ruas Conselheiro Macedo Soares e Ribeiro de Almeida (que segundo o secretário municipal adjunto de Obras, Marcos Câmara, serão feitas à noite) e novas calçadas (serão construídos 15 Km na cidade a partir de 2016). O grupo debateu também com os representantes da Prefeitura a questão do estacionamento rotativo e do ordenamento do trânsito, além de segurança pública.

Segundo o diretor de Planejamento da Empresa Pública de Transportes (EPT),  Anderson Weiss, a autarquia não é só representada na oferta de linhas de ônibus gratuitos. "Hoje fazemos o planejamento viário da cidade. A Rua Ribeiro de Almeida, por exemplo, pode transformar-se em um calçadão, mas precisamos terminar o estudo da malha viária, além de ouvir a população”, enfatizou. 

Para Adelio Soares, presidente da  Aceim, a transferência dos camelôs, outro item bastante debatido no encontro, não é só uma questão de ordenamento. "Deve haver fiscalização, para que o número não aumente”, acrescentou. Marizete Cardoso propôs uma solução a meio termo. “Proponho o cadastramento dos ambulantes e a construção de banheiros públicos em área que não atrapalhe o fluxo dos pedestres e do estacionamento. Afinal, pagamos impostos altos, e nem sempre temos um retorno comercial suficiente”, declarou.

O secretário municipal adjunto de Desenvolvimento Urbano, Allan Novaes, informou que há possibilidade de os camelôs serem cadastrados como Micro Empresários Individuais (MEI) e deu detalhes da implantação do aplicativo E-Dinheiro (novo padrão da Moeda Social Mumbuca, acessado por celular, e que substituirá o cartão eletrônico atual), no município. “Todo o comércio poderá utilizá-lo, desde que se cadastre”, frisou. 

O secretário adjunto de Segurança Pública e Cidadania, Fabrício Bittencourt, adiantou que a Guarda Municipal concluiu curso de Operações Especiais e que equipes foram escolhidas para atuar junto à Polícia Militar na prevenção e combate a crimes como assalto a pedestres e a conhecida “saidinha de banco”. “Uma das medidas será transferir camelôs de locais próximos a bancos para segurança deles e dos clientes”, comentou. “Camelô em Maricá não é problema: é só uma questão de ordenamento. Está sendo feito um planejamento para realocação dos ambulantes em locais que não prejudiquem nem  a eles, nem ao comércio estabelecido", afirmou o secretário municipal adjunto de Direitos Humanos e Participação Popular. “Tudo tem de ser feito com calma e paciência. Ninguém é camelô por profissão e camelô não é manilha, ele tem família. Temos de pensar nisso, e encontrar soluções que atendam os dois lados. Acredito que, com boa vontade, conseguiremos”, disse.

Os representantes do comércio questionaram também o andamento de investimentos públicos no município, citando como exemplos o asfaltamento, a construção do novo hospital Dr. Ernesto Che Guevara, de uma universidade pública e da implantação de empreendimentos privados, como o Porto de Jaconé e o resort São Bento da Lagoa, considerados como etapas importantes para o crescimento da cidade. “Em sete anos de governo, colocamos 410 quilômetros de asfalto, mais do que qualquer outra administração realizou", respondeu o secretário de Obras, Marcos Câmara, acrescentando que o governo estuda a instalação do hospital em um novo local, a implantação de uma faculdade de Medicina na cidade, além da instalação do Instituto Federal Fluminense.

Com relação ao complexo do resort, que pertence à empresa IDB Brasil, o secretário informou que a Licença Prévia já foi expedida pelo Instituto Estadual do Ambiente. O mesmo, por sinal, ocorreu recentemente em relação ao futuro Porto de Jaconé. O Terminal Ponta Negra (TPN) também teve a sua Licença Prévia expedida pelo Inea há alguns dias. Ambos os empreendimentos estão em fase de desenvolvimento. "Isso certamente beneficiará em muito o comércio da cidade. No caso do porto, inclusive, já existem pedidos de empresas internacionais para instalação de escritórios às margens da RJ-106, para suporte logístico do empreendimento”, concluiu.