Diretor de Educação Inclusiva em Londres visita Maricá – Atualizada

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O professor Renato Marques, 36 anos, diretor do Orchard Hill College, faculdade de Educação Inclusiva em Londres, Inglaterra, visitou Maricá nesta quinta-feira (20/08), com o intuito de conhecer o trabalho realizado com alunos de necessidades especiais no município. Renato é natural de Niterói (RJ), mas reside em Londres há oito anos. Formado em História e Educação Inclusiva, dirige a instituição pública londrina para 348 deficientes. Em reunião com o vice-prefeito e secretário municipal adjunto de Educação de Maricá, Marcos Ribeiro, e com representantes da União Maricaense de Estudantes (Umes), foi proposta a implantação de um convênio de forma a permitir que o Orchard Hill College desenvolva atividades em Maricá em parceria com a Secretaria Municipal Adjunta de Educação. O objetivo é dar formação profissionalizante para alunos atendidos pela educação inclusiva, que não poderiam ser formados pelas instituições de ensino superior tradicionais.

Acompanhado da coordenadora de Educação Especial em Maricá, Maria Aparecida Serra, Renato fez uma visita à Escola Municipal Joaquim Eugênio dos Santos, na Mumbuca, e ficou impressionado com o trabalho realizado em Maricá. A psicopedagoga Rosangela da Silva Peres atendeu os visitantes e mostrou computadores, impressoras e jogos utilizados em atividades na Sala de Recursos. “Temos 11 alunos atendidos nessa sala, entre eles, três autistas, um com Síndrome de Down com 12 e outro com 20 anos -, e mais seis que frequentam também a classe regular”, disse.

Os professores da Educação Inclusiva em Maricá têm capacitação continuada nas diversas linguagens – Libras, Braille, e outras – além de tecnologia assistida, pois o computador é uma importante ferramenta de apoio no ensino inclusivo. Os materiais e equipamentos são fornecidos pela Secretaria de Educação Inclusiva do Ministério da Educação (MEC/SECADI). Segundo Rosangela Peres, são produzidos planos de trabalhos semestrais e relatórios bimestrais, encaminhados à coordenação. “Trabalhamos com jogos artesanais também, o que desenvolve a criatividade do aluno", descreveu Rosangela. "Temos alguns com dificuldade intelectual (DI), que participam bastante desse tipo de atividade. Por exemplo, realizamos ano passado uma feira integrada que abrangeu toda a escola", acrescentou.