E.M. Rynalda Rodrigues da Silva promove jantar dançante

0
391

A E.M. Rynalda Rodrigues da Silva promoveu na sexta-feira (13/11) um jantar dançante de confraternização entre professores, pais e alunos. O evento iniciou às 18h e se estendeu até às 21h. Presentes a diretora Helena Beatriz Rios, professoras da unidade, e o psicólogo Leonídio Guedes, do Serviço de Atendimento e Reabilitação Especial de Maricá (Sarem), instituição que trabalha em parceria com a escola, fazendo atendimento clínico e dando suporte profissional aos alunos da escola. “Os alunos passam pelo Sarem, para identificação do quadro de cada um. Fazemos o atendimento clínico, e a escola, o atendimento pedagógico. Vim para confraternizar. É bom para os alunos, esse vínculo com a família e com o professor”, disse Leonídio.

A unidade municipal tem 54 alunos e 35 funcionários, quase um servidor por aluno. “Por ser uma escola que atende alunos especiais, com diversos tipos de deficiência mental – desde Autismo, Síndrome de Down, Paralisia Cerebral (PC), Encefalopatia Crônica (EC), entre outras -, é necessário um número grande de auxiliares para atender com qualidade de ensino, os alunos”, adianta a diretora. A escola funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e sua grade curricular consta de aulas lúdicas e demais atividades que visam o desenvolvimento motor e cognitivo, além de filmes, jogos e passeios. “Na quarta-feira (18/11), os alunos participarão de um passeio ao Maracanã, onde conhecerão o estádio e suas dependências, inclusive o campo de futebol”, acrescenta Helena Beatriz.

A aluna Renata Maia, 43 anos, levou um quadro de Natal pintado por ela, presente de aniversário para sua professora, Maria Dilane Estrela. Simone Carvalho, 48 anos, tem Síndrome de Down, mas a doença não lhe tira a alegria de receber as pessoas e dançar. “Ela é muito alegre e comunicativa”, comenta a professora Dilane. Ricardo Marcelo Gomes, 21 anos, é surdo e deficiente mental (DM). Nasceu na Austrália, onde o pai, Aldo Gomes, 60 anos, foi copiloto na aviação civil por 30 anos. A mãe, Marluce Gomes, é médica, e Ricardo sempre contou com o carinho e estímulo dos dois. “Ele fala Libras (Língua Brasileira de Sinais), em dois idiomas, e escreve com facilidade”, diz orgulhoso o pai. Edilson Lourenço adotou Marcos Monteiro, quando ele tinha apenas quatro anos de idade. Marcos ficou dois anos na Creche Pedacinhos do Céu, mais quatro anos na Fundação Pestalozzi, e finalmente, foi para a E.M. Rynalda Rodrigues, onde permanece estudando até hoje. Com 21 anos, Marcos tem deficiência mental (DM) e conta com a ajuda do pai adotivo para levá-lo e buscá-lo na escola.

O jantar constou de maionese, arroz, farofa e um churrasco preparado com carinho pelo pessoal de apoio, ao som da música regional de Ed Baiano, que botou o público para dançar. Idalina Costa, 49 anos, é Auxiliar de Turma e mora em Bambuí. Há cinco anos na escola, Idalina diz que a distância não a impede de trabalhar “com as crianças”, como ela mesmo diz. “Não me vejo longe daqui”, completa. Da mesma forma, Claudineia Coutinho, 38, moradora de Manoel Ribeiro, afirma que gosta do trabalho. “Aqui é muito bom. Como tudo na vida, tem que gostar e ter paciência. Mas é compensador. Os alunos são muito carinhosos”, conclui.