CREAS promove debate sobre como lidar com a adolescência

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O Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) de Maricá promoveu, nesta quarta-feira (18/11), um debate sobre como lidar com a adolescência para os responsáveis que tem seus filhos acompanhados pelo equipamento.  O encontro foi uma continuidade do projeto “Conscientização, Pensando no Futuro”, realizado pela unidade, com o objetivo de fortalecer os laços familiares.

O psicólogo José Carlos Brasão abriu o debate explicando que esta transição do ser humano é bem conturbadora, pois é o momento que não se é nem criança nem adulto. E alertou ainda para a importância do diálogo com estes adolescentes, dizendo o que é certo ou errado, direcionando-os para os desafios do mundo. “É necessário compreendermos que nossos filhos estão em fase de formação de caráter e temos um papel importantíssimo neste momento. Conversar sem violência é o ideal para que estes jovens nos ouçam e processem melhor as consequências dos seus atos”, declarou José Carlos. O psicólogo ressaltou, ainda, para os pais presentes, que o limite também se dá com o afeto, como um abraço ou um elogio.

Segundo o pai de 3 filhos, Elias Amirato, de 68 anos, o mundo tecnológico está atrapalhando a vivência da nova geração. “Hoje em dia os valores estão inversos. Não vemos mais crianças brincando na rua, tomando banho de chuva ou pulando muro. Todos só querem ficar em frente ao computador ou no celular. Acabaram os laços afetivos em casa”, afirmou Elias, que aproveitou o momento para agradecer o trabalho da equipe do Creas. “Fico feliz em saber que as políticas públicas de Maricá funcionam e agradeço a equipe do Creas por estar fazendo este papel de aproximar pessoas para trocar experiências e nos orientar em como agir com nossos filhos”, acrescentou.

Já para Murilo Calanzans Belo, de 43 anos, o erro na educação dos filhos pode vir dos próprios pais. “Tenho 4 filhos e admito que errei muitas vezes. É nosso dever dar limites, parar de cobrir nossos filhos com bens materiais para preencher o vazio que deixamos por estarmos sempre ocupados com o trabalho e com as obrigações da casa. Na minha opinião devemos acolher e dar amor aos nossos filhos que é muito mais importante e efetivo do que puni-los”, expôs.

A assistente social da unidade, Regina Célia, reforçou o debate orientando os pais a não ficarem apenas nas proibições. “É necessário frisar que todo não dado ao seu filho deve vir com a justificativa para que ele entenda as consequências das suas escolhas. E alertar aos responsáveis presentes que estes adolescentes são reflexos das atitudes observadas em casa. Então seja exemplo para seus filhos”, informou Regina. O psicólogo e um dos coordenadores do projeto, Waldeir Duarte, finalizou o encontro salientando a importância de impor limites aos seus filhos com amor e respeito, orientando todos os convidados a sempre procurarem os serviços oferecidos pela Prefeitura de Maricá.