E.M. Cônego Batalha comemora Semana da Consciência Negra

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Tendo como pauta a Semana da Consciência Negra, cuja data principal é comemorada nesta sexta-feira (20/11), aniversário da morte de Zumbi dos Palmares, a E.M. Cônego Batalha, em São José do Imbassaí, realizou nesta quinta-feira (19/11), o projeto Africanidade. Apresentado pelos 296 alunos da unidade, o projeto foi elaborado pelos estudantes e professores e constou de exposições com material didático sobre países da África e sua cultura, em aspectos como religião, culinária e vestuário, entre outros. A escola atende alunos de 2º ao 5º ano, e trabalhou o conceito de raça interpondo-se a preconceitos como o racismo, através de música, teatro e dança.

Os psicólogos Pedro Victorino (Assistência Social) e Gilson Andrade (Educação em Saúde) trabalham com um projeto multidisciplinar de fortalecimento de vínculos, na escola. "É um trabalho novo e desafiador, mas altamente gratificante”, avaliou Pedro. 

A aluna do 4º ano (turma 401), Mariana Machado Monteiro, de 10 anos, apresentou um teatro de fantoches com duas bonecas, uma branca e outra negra, discutindo sobre a cor da pele. A iniciativa de Mariana, que escreveu e apresentou o texto, foi muito elogiada pelos professores e pela direção da escola. Um coral da turma 301 cantou músicas de ritmo afro com letras adaptadas para o português e mostrou pastas pintadas com pinturas africanas. As gêmeas Camila e Clara Melo, de 6 anos, apresentaram, junto com a turma do 1º ano, a música “Ninguém é igual a ninguém”. Os alunos Antonio Marcos Miranda, 11 anos, e Maria Eduarda Siqueira Rego, 12 anos, participaram da roda de música africana, com batida de mãos e pés.

O evento foi encerrado com o samba “Liberdade, Liberdade”, e uma faixa com os dizeres “Valeu, Zumbi”, carregada por alunos da turma 203 (2º ano). A professora Maria de Lourdes Neves disse que o grupo discutiu o preconceito racial a partir de uma reportagem de jornal. “Eles aderiram à proposta e participaram de maneira muito ativa”, disse. A diretora geral Edna Pinheiro Xavier estava satisfeita. “Nossos alunos têm entre 6 e 12 anos. Mesmo assim, conseguimos passar para eles a questão do preconceito, por meio de atividades lúdicas e educativas", contou. "Tenho quase 30 anos de profissão, mas nunca vi um governo tão comprometido com a Educação como esse. Então, nós nos empenhamos ainda mais para ensinar”, finalizou. Ao final, foi servida uma canjica, comida de tradição africana, a todos os presentes.