Jornada Educação e Utopia encerra ciclo de debates

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Na sexta-feira (10/06) aconteceu na quadra do CEM Joana Benedicta Rangel a último encontro da Jornada Educação e Utopia, evento preparatório para o Festival Internacional da Utopia, que acontece de 22 e 26 de junho na cidade. Na mesa de debates o professor de educação artística e especialista em metodologia do ensino da arte, Sérgio Aranda, e Kleybson Ferreira, do conselho editorial do site de noticias Brasil de Fato. Os mediadores foram Filinto Procópio, conhecido como “Mineirin”, representando o departamento nacional de Cultura do MST, e o secretário adjunto de Educação de Maricá, Daniel Neto.

Daniel Neto afirmou que os eventos realizados durante a semana foram bem construtivos. Para o secretário, a utopia está deixando de ser utopia e se tornando cada vez mais real. “Envolvemos professores, diretores, alunos e pais. Foi uma semana construtiva para transformar a educação pública municipal, aprimorar os conhecimentos”, destacou. Para Daniel, estes debates são importantes para a construção em Maricá dos campus de Educação Pública Transformadora (CEPT). “O trabalho foi muito bem feito e o nível muito elevado. Vamos ser referência para o estado do Rio”, finalizou.

Sérgio Aranda destacou a importância da arte na educação, através do projeto de musicalização desenvolvido pela Prefeitura nas escolas municipais. Segundo ele, este trabalho modifica a criança fazendo com que ela desenvolva mais a sensibilidade, a emoção e o conhecimento de um modo geral. “As transformações acontecem principalmente nas crianças com algum tipo de dificuldade. Ano passado percorremos 25 escolas apresentando o projeto e quase três mil alunos participaram”, disse. “Em cada escola é uma emoção diferente para os alunos e professores”, completou.

Para o estudante do curso de Edificações, Anderson Victor, de 18 anos, os debates são adequados para conscientizar as pessoas sobre o futuro da educação na cidade. “É importante essa conscientização de todo grupo escolar para que o trabalho possa ser feito de forma mais democrática”, ressaltou. Essa é a mesma opinião de Gabriel Silva, de 17 anos. “Os temas abordados são essenciais para que possamos participar da formação de uma nova escola”, acrescentou.

Em seu discurso, Kleybson Ferreira apontou os pontos negativos da educação atual. "A escola de hoje é feita para as pessoas olharem o mundo de trabalho de forma alienada. Nossa proposta é pensar o mundo, em como a educação pode mudar a mentalidade mostrando como as pessoas podem mudar o ambiente em que vivem”, destacou. Segundo o editor, há uma relação direta entre a participação dos estudantes nessas mudanças e em como a escola pode contribuir para isso. “O projeto politico pedagógico das escolas não envolve o estudante nos debates de construção”, ressaltou. “Eles não são convidados a debater e a construir juntos uma escola democrática, mas chegam aqui e recebem um modelo que já foi previamente construído”, finalizou.