Filha de Che Guevara visita obras do novo hospital com nome do revolucionário, onde vai trabalhar

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A filha do revolucionário Ernesto Che Guevara visitou no último sábado (25/06) as obras novo hospital municipal de Maricá, que leva o nome de seu pai, médico que buscava uma medicina humanista e que, antes de assumir o rosto da revolução cubana, chegou a trabalhar em um leprosario em San Francisco Del Chanar, na Argentina. Em uma carta enviada a um jornalista uruguaio (mais tarde transformada no livro "O Socialismo e o Homem em Cuba”, de 1965), uma frase define esse pensamento: "Todos os dias é preciso lutar para que esse amor à humanidade vivente se transforme em fatos concretos", disse. Aleida Guevara, que é médica pediatra, conheceu as dependências onde vão funcionar os principais setores da nova unidade, que está sendo construída na altura do quilômetro 22,5 da rodovia RJ-106. O prefeito Washington Quaquá e a deputada estadual Rosângela Zeidan acompanharam a visita juntamente com outros convidados, como o ex-senador Eduardo Suplicy e João Pedro Stédile, líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

O grupo circulou por toda a área e os técnicos mostraram a Aleida Guevara a planta do projeto. Durante a explicação, Quaquá anunciou que articula uma parceria com a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) para a implantação de um curso de Medicina dentro do hospital. “Além disso, logo que este hospital começar a funcionar, o hospital Conde Modesto Leal será adaptado para se tornar uma unidade especializada no atendimento à mulher e à criança”, informou ainda o prefeito, revelando ainda que a filha de Che vai prestar atendimento na unidade por um período logo após a sua abertura ao público, prevista para setembro. “Considero a presença dela hoje uma bênção ao novo hospital”, disse ele.

Durante a visita, Aleida ouviu atentamente as explicações e foi muito requisitada para fotos. Uma delas foi tirada ao lado de uma escultura de artesanato que representava seu pai com um bebê ao colo, feita em folha de bananeira pintada com verniz. Ela também posou sob a placa da obra onde há uma imagem do revolucionário. Ela se disse muito feliz em conhecer o novo hospital que surge e que quer vê-lo funcionando logo. “Fico feliz com a reverência a ele, mas, independentemente do nome que tem, o importante é que ofereça um serviço de qualidade à população, que espera muito por isso”, afirmou a pediatra, que participou de um almoço com os outros convidados ao final da visita.

Com investimento de R$ 45 milhões, custeado integralmente pela prefeitura, o novo Hospital Dr. Ernesto Che Guevara terá 10 leitos de UTI (totalizando 76 vagas), 19 enfermarias (com três leitos cada), seis salas de observação para adultos e mais três alas de observação para pediatria. A unidade será dividida em três blocos: A, B e C. No bloco A ficarão os consultórios médicos e a recepção onde acontecerão os primeiros atendimentos à população. O bloco B é o coração do hospital, com o centro cirúrgico e as UTIs. Esse é o local onde se consumirá mais energia e gases. Já no bloco C, funcionará a área de serviços como refeitórios, vestiários, administração e salas de TI. As enfermarias serão distribuídas pelos três blocos.