Imagem da apresentação de Invisível do Grupo Ceu
O espetáculo "Invisível" foi apresentado pelo Grupo CEU no Cine Henfil

O espetáculo teatral “Invisível”, encenado pelo Grupo CEU com direção de Bruno Marçal, foi apresentado nesta sexta-feira e sábado (23/09 e 24\09), no Cinema Público Municipal Henfil, com boa receptividade do público. O texto abordou, em 40 minutos, a invisibilidade social, o preconceito e a discriminação em questões como gênero, idosos, crianças e pessoas em situação vulnerável como população de rua. Vestidos de preto, os atores Giovanni Costa, Sergio Viana, Rosa dos Ventos, Ricardo Pio e Letícia Pimentel, todos alunos da Oficina de Teatro do Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU), revezaram-se no papel do protagonista que se dirige ao público, perguntando: quem já se sentiu “invisível” alguma vez na vida…

O personagem que dá nome à peça é identificado pelo chapéu branco que é transferido entre os atores e outros elementos na cor branca, como uma camisola de hospital e caixotes, que contrastam com os figurinos e cenário pretos, iluminados apenas por fachos de luz clara sobre os demais. Assim, vão sendo expostas questões do dia a dia, como a violência doméstica e urbana, em situações como as crianças que morrem de bala perdida, o mendigo que é espancado e morto à porta de um restaurante, o palhaço que perdeu o emprego e a alegria, o idoso que é ignorado pelos seus cuidadores, a mulher que é agredida, a filha ignorada pelos pais muito ocupados, e outras.A trilha sonora é de Ingrid Lacerda.

O Grupo CEU inaugurou sua carreira com uma adaptação de “Morte e Vida Severina” e já no próximo dia 3/10 começa a ensaiar uma nova peça, que apresentará em dezembro.  “Pretendemos levar “Invisível”, cujo texto é uma criação coletiva, ao Festival Estadual de Teatro que acontecerá até o final do ano, no Rio de Janeiro”, diz o diretor Bruno Marçal.

O barbeiro Claudio dos Santos, 42 anos, morador do Vale da Figueira, levou toda a família para ver a filha, atriz Letícia Pimentel, atuar. “Ela iniciou há pouco tempo, mas já demonstra ter muito talento”, disse Claudio, orgulhoso. Eduardo Conceição, 44, Míriam de Souza, da mesma idade, foram convidados e gostaram da peça. “O espetáculo tem conteúdo e a mensagem é passada de forma clara pelos atores”, enfatizou Eduardo. Antonio Motta, 52, e Nilceia Motta, 50 anos, são moradores do Retiro. Antonio é aluno da quarta fase da Educação de Jovens e Adultos (EJA), da EM. Carlos Magno LeGentil de Mattos, no Centro, e disse ter sido a primeira vez que foi ao teatro. “Já tinha ido à cinema, mas teatro foi a primeira vez. Gostei muito. A peça é realista, mostra como as pessoas estão ignorando o próximo, deixando o coração se tornar cada dia mais duro com o semelhante”, concluiu.

 

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