Imagem das famílias pobres no Areal em Bambuí
Equipes da Secretaria de Economia Solidária visitaram famílias no Areal, em Bambuí - Foto: Michel Monteiro

Um núcleo com sete famílias, que inclui treze crianças, oito jovens – entre eles três grávidas – e dez adultos que habitam um local isolado no Areal, em Bambuí, foi alcançado por uma ação multidisciplinar da Prefeitura com foco na inclusão social. A intervenção ocorreu a partir de informações compartilhadas na página da Prefeitura em uma rede social e motivou imediata reação das secretarias de Economia Solidária, Assistência Social e Educação.

Equipes das três pastas foram ao local a partir da informação de que as famílias viviam em condições precárias, em sete barracos feitos de pedaços de madeira, plástico, pano e papelão construídos em um terreno – segundo as famílias – doado pelo proprietário, em um local de difícil acesso por uma estrada de terra. A energia elétrica nos barracos é resultado de um “gato” da rede pública e o local não tem abastecimento de água. O banheiro, improvisado, é coletivo, com paredes feitas de cobertores. Além disso as crianças não estariam frequentando a escola, de acordo com o levantamento realizado pela Secretaria de Assistência Social.

Assim que chegou ao local, a equipe da Prefeitura foi recebida por Vanda Lina da Silva, 31 anos, que mora há sete anos no local, com os quatro filhos e o marido. Ela tem mais três irmãs, que também moram nos barracos vizinhos, em condições de extrema pobreza. “Gostamos desse lugar, não pensamos em sair daqui porque temos medo de ir para outros lugares”, contou, dizendo que vai criar os filhos ali. Suas irmãs até chegaram a morar fora, em São Gonçalo, mas não se adaptaram e retornaram ao Areal.

Assistência Social

O levantamento constatou que nenhum dos adultos possui emprego com carteira assinada e a subsistência é garantida por pequenos serviços. A falta de documentos e a baixa escolaridade também levou o grupo a uma situação de risco e vulnerabilidade. De acordo com a Secretaria de Assistência Social, os adultos já haviam recebido certidões de nascimento em uma intervenção anterior e foram encaminhados ao Detran para fazer a carteira de identidade. Nenhum deles, no entanto, retornou após o primeiro contato, ao Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) para a inclusão no Cadastro Único (que permite o acesso a todos os programas sociais, federais ou municipais, como o Bolsa Família e o Bolsa Mumbuca). Na operação conjunta do último dia 16/02, a equipe do Cras, ajudou a sanar a questão, providenciando toda a documentação necessária para o acolhimento (até uma máquina para cópias foi levada, de forma a facilitar a ação).

A visita foi acompanhada pelo secretário de Economia Solidária, André Braga, cuja equipe se prontificou imediatamente a agir assim que recebeu a informação sobre a existência de um núcleo familiar em condições de extrema pobreza na cidade.  “Todas as famílias serão assistidas pelos órgãos competentes com ações integradas porque é preciso transformar a tristeza em atitude e fazer a diferença na vida das crianças”, avaliou, emocionado, enquanto observava a movimentação dos pequenos entorno dos brinquedos levados pelo motorista da pasta, Antonio Eduardo, que doou, também, uma televisão.

Na mesma ocasião, a equipe da Secretaria de Educação verificou a situação de todas as crianças e, imediatamente, as matriculou em duas escolas municipais – onde já estão cursando o ensino fundamental – para onde são levadas pelos ônibus do transporte escolar. “A preocupação da secretaria vai além do complemento de renda, mas está em inserir em cooperativas de geração de trabalho e renda a emancipação das famílias”, disse André Braga. Na despedida, o secretário reuniu os moradores e informou todos os direitos e os programas que poderiam participar.

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