Jô Borges e Gianne Mello, acompanhadas de Aldo Corrêa, fizeram um show especial - Foto: Araújo José

As secretarias de Turismo, Cultura e Direitos Humanos, através da Coordenadoria de Políticas para as Mulheres, fizeram uma homenagem pelo Dia Internacional da Mulher na última sexta-feira (10/03) através do projeto “Sob o Céu, Sob o Sol de Maricá”, em seu quarto ano de existência. Dalva Alves, Jô Borges, Gianne Mello, Alessandra Acres, Moniquinha Ângelo e Cida Santos apresentaram-se no palco e foram muito aplaudidas. Jô Borges e Gianne Mello cantaram em dueto uma sequência de sambas, de Alcione a Nelson Cavaquinho. As demais intérpretes passearam pelo pop.

Para a cantora Cida Santos, a mulher ganhou empoderamento ao assumir o trabalho em sociedade, além dos afazeres domésticos. “O dia da mulher é todo dia”, disse. Jô Borges comentou que ser mulher e negra no país, não é fácil. “Mas somos guerreiras, temos um histórico de lutas e conseguiremos avançar ainda muito mais, na conquista de nossos direitos”, garantiu. A aposentada Vanilda Santos, 70 anos, moradora no Boqueirão, levou as amigas Mariane Bezerra, Denize de Castro e a filha Lúcia de Fátima para assistirem o show. “Maricá é tudo de bom. Moramos no Rio, mas estamos doidas para mudar para cá”, adiantou Mariane, que mora em Jacarepaguá, na Zona Oeste carioca.

“Todas deixaram o seu recado, como representação da força e competência da mulher. O dia 8 de março é uma data simbólica, pois lembra a luta das mulheres por direitos trabalhistas, já nas primeiras décadas do século passado”, comentou a coordenadora de Políticas para as Mulheres, Luciana Piredda. A alusão à data histórica se refere à participação das operárias na marcha que culminou na Revolução Bolchevique de 1917.

O Dia Internacional da Mulher também faz uma alusão ao incêndio na indústria têxtil Triangle Shirtwaist, em Nova York, no dia 25 de março de 1911, quando 123 operárias morreram. A fábrica vinha se recusando a assinar um acordo coletivo com o sindicato International Ladie´s Garment Workers Union, formado por mulheres e enfrentara greves por conta dessa recusa. O fato tornou-se um símbolo da luta feminina em função da situação: os dirigentes da fábrica trancavam parte das saídas para evitar que as operárias, na maioria jovens imigrantes, fizessem pausas no trabalho. Quando o fogo tomou conta do prédio, a maioria não teve como fugir. O fogo matou, também, 23 homens.

Segundo Piredda,  de lá para cá, a mulher avançou bastante, mas ainda falta muito o que ocupar em relação à igualdade social. “A mulher está à frente dos homens nas faculdades, em alguns tipos de trabalho e ainda ajuda em casa. Mesmo assim, o número de agressões contra a mulher aumenta anualmente em todo o país. Estamos fazendo um abaixo-assinado pela implantação de uma Delegacia da Mulher (Deam), em Maricá. Queremos igualdade de direitos e respeito para com as mulheres. Dia 27 de março, estaremos entregando o prêmio Heloneida Studart, no Cine Henfil, a mulheres que se destacaram na defesa desses direitos”, concluiu.

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