Alunos vivenciaram a experiência de cultivar hortaliças agroecológicas - Foto: Marcos Fabricio

Cerca de 40 alunos, do 4º e 5º ano, da Escola Municipal Jacinto Luiz Caetano, no Caju, vivenciaram na manhã desta quarta-feira (21/02) a experiência de cultivar hortaliças agroecológicas. A iniciativa faz parte do projeto “Hortas Escolares”, parceria entre a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca de Maricá e a Cooperativa de Trabalho em Assessoria a Empresas Sociais em Assentamentos de Reforma Agrária (Cooperar), com apoio da Secretaria de Educação do município.

Com aproximadamente 2 m², o leito de plantio, previamente preparado com adubação orgânica pelos próprios alunos, sob a supervisão do engenheiro agrônomo da Cooperar, Anderson Oliveira, recebeu mudas de alface lisa, alface crespa, rabanetes e cebolinha. Os alunos, além de aprender técnicas do cultivo agroecológico – estudo da agricultura dentro de uma perspectiva ecológica – através de vídeos e palestras, exibidas em sala de aula, se divertiram durante a atividade prática realizada em local devidamente escolhido no terreno da própria escola.

“Nós trabalhamos ao todo com cinco escolas da rede municipal, nas quais, realizamos um trabalho relacionado a agroecologia e da alimentação saudável. Além disso, fazemos atividades práticas que consistem em montar hortas, incentivando que os alunos tomem gosto pelo cultivo e não fiquem presos só a teorias”, explicou o agrônomo Anderson Oliveira. “Nossas atividades permitem ainda que os professores trabalhem outras matérias como Biologia e Matemática, por exemplo”, completou. “E é legal destacar que algumas das mudas plantadas hoje já poderão ser colhidas daqui a 20 dias, sendo assim, os alunos poderão ver em breve os resultados desse trabalho realizado por eles”, frisou Anderson.

Para a diretora Ledir Barbosa, esse tipo de atividade é um complemento importante na formação dos alunos. “Eles adoram colocar a mão na terra, até porque, é uma prática que faz parte do cotidiano. A maioria já tem o hábito de plantar e de cuidar de hortas em casa e, além disso, aqui é uma escola rural, então acaba sendo um complemento que serve para ensinar e valorizar o cultivo de hortas familiares”, explicou.

Segundo a diretora adjunta, professora Rosilene Ferreira, responsável pelo projeto da horta na escola do Caju, a ação tem como objetivo não só desenvolver uma horta que atenda a escola, mas também a comunidade. “Buscamos passar para os alunos algumas técnicas, assim como, por exemplo, o cultivo sem o uso de agrotóxicos”, afirmou. “Essas crianças vão exercitar na escola e depois vão levar todo o conhecimento adquirido para os seus pais. Considero que a horta aqui da escola vai servir como uma espécie de laboratório vivo para essas crianças adquirirem conhecimentos e colocá-los em pratica”, avaliou Rosilene.

“Eu já tinha participado do plantio de uma horta com os meus amigos e gosto muito de fazer esse tipo de atividade, tanto na escola como em casa. Na minha casa inclusive nós plantamos milho, pepino e tomate”, contou a aluna do 5º ano, Samanta Teixeira, de 11 anos. “Eu sempre ajudo a cuidar da horta da minha casa e agora vou ajudar a cuidar da horta da escola também”, se comprometeu o pequeno Halisson Correa, de 10 anos, aluno do 5º ano. Daniela Ferreira, de 10 anos, aluna do 5º ano, contou que já teve horta em casa. “Lá em casa já teve horta, mas comemos tudo”, contou a jovem sorrindo. “Agora vou falar para o meu pai voltar com a nossa horta e vou ajudar a cuidar”, garantiu.

De acordo com Renata Moraes, coordenadora do “Hortas Escolares”, o projeto é dividido em partes e uma delas trabalha um viés pedagógico. “Além de construirmos a horta com os alunos e professores nós também temos uma parte pedagógica, pois de nada adianta implantar uma horta sem que se discuta o uso pedagógico dessa horta. É importante que todos entendam e participem de todo o processo e para incentivar essa participação estamos promovendo com os alunos um concurso de charge tendo como tema o uso de agrotóxico nas plantações”, ressaltou Renata.

A coordenadora aproveitou para lembrar que no dia anterior (20/02) foi realizada uma colheita na Horta Comunitária do Manu Manuela, doada para a merenda da Escola do Caju. “A intenção é que eles comecem a utilizar a horta daqui, mas enquanto isso não acontece ontem (terça-feira) mesmo fizemos uma colheita na horta do Manu Manoela e hoje (quarta-feira) eles vão consumir essas verduras no almoço”, revelou. O almoço contou ainda com uma surpresa. Antes da refeição foi servida aos estudantes torradas com “carne de jaca”, uma novidade para muitos dos alunos presentes.

A Horta Comunitária do Manu Manuela, implantada em junho de 2017, compreende uma área de 29 mil metros quadrados. O projeto foi idealizado pela Prefeitura de Maricá, por meio das secretarias de Agricultura, Pesca e Pecuária e de Economia Solidária, em parceria com Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar), com a Associação de Moradores do Manu Manuela e a Cooperar.

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