Enfermeira falou sobre violência doméstica e sexual e as Infecções Sexualmente Transmissíveis - Foto: Divulgação

A equipe do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Região Oceânica, equipamento vinculado à Secretaria de Assistência Social, promoveu uma palestra, nesta terça-feira (14/03), direcionada às mulheres acompanhadas pelo equipamento. Aproveitando o Dia Internacional das Mulheres, comemorado no dia 8 de março, foi explanado pela enfermeira do PSF do Espraiado, Leilma Trindade, sobre violência doméstica e sexual, as Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e a importância do acompanhamento médico.

Leilma explicou os diversos tipos de violências contra mulheres tipificadas por lei como a patrimonial, sexual, psicológica, física e simbólica. “A patrimonial é a destruição de documentos pessoais da mulher pelo cônjuge ou até o não pagamento da pensão. Já a sexual é o estupro, visto que o homem se acha proprietário daquela mulher. A psicológica é a manipulação do homem e causa muitos danos mentais na mulher. A física é a mais conhecida e denunciada pelas vítimas”, dissertou. “A simbólica ainda não é muito reconhecida, mas são todas as ações que estereotipam e objetificam as mulheres”, alertou a enfermeira. Leilma também orientou sobre todas as IST, sintomas e como proceder e se prevenir. “A mulher tem o direito e o dever de se cuidar, prevenir, além de saber dizer não e denunciar no CREAS, nos postos, na delegacia ou no DISQUE 100 ou 180″, completou.

X. relatou que seu avô obrigava a mulher a ter relações sexuais. Caso a avó não aceitasse, ele a agredia e ninguém da família ajudava nesta situação. “Minha avó teve 9 filhos. Ela vivia triste e acabou fugindo do agressor. Infelizmente, atualmente acontecem os mesmos casos e desejo que todas as mulheres tenham coragem de denunciar e seguir em frente”, declarou.

Já M. contou que seu falecido marido não queria que ela se prevenisse e que tivesse muitos filhos. Ela procurou seus direitos. “Quando engravidei do meu segundo filho, disse que queria fazer a laqueadura, mas meu marido não aceitou. Na hora do parto, o médico também não aceitou fazer o procedimento, pois eu era nova e ainda precisava da assinatura do meu marido”, contou. “Mesmo sentindo dores, saí daquele hospital e fui para outro, no qual a médica fez todos os procedimentos corretos e garantiu minha laqueadura”, continuou. “Há sete anos sou viúva. Imagina a minha situação, cheia de filho e sem ninguém para me ajudar. Tenho orgulho de ter tomado a decisão certa”, finalizou.

Ainda no evento foi oferecido um lanche levado pelas alunas da oficina de design de sobrancelhas e pela equipe da unidade. Foram distribuídos salgadinhos, pizza, pastel, cuscuz, mousse e refrigerantes, além de lembrancinhas feitas pela coordenadora do CRAS, Marcelly Carvalho.

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