Palestra para pecuaristas sobre risco da doença e importância da vacinação - Foto: Elsson Campos

Em apoio a Campanha Nacional de Vacinação contra a Febre Aftosa, que teve início na última terça-feira (01/05), o Posto Municipal de Defesa Agropecuária (PMDA) de Maricá, que fica no Parque de Exposições do Caju, abriu suas portas para uma palestra da médica veterinária e chefe do Núcleo de Defesa Agropecuária Estadual, Valéria Teixeira. O objetivo da ação, realizada na manhã desta quinta-feira (03/05), é conscientizar e orientar os pecuaristas sobre os riscos da doença e sobre a importância de imunizar obrigatoriamente os animais.

“Entendemos que a função do governo municipal não é somente a de reprimir e cobrar. Desta forma, estamos sempre envolvidos em iniciativas de orientação e apoio aos contribuintes”, afirmou o secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca Júlio Carolino, ressaltando que a prefeitura doará a vacina para pecuaristas com até 60 cabeças de bois ou búfalos.

“Sabemos das dificuldades que os produtores enfrentam para manter um rebanho pequeno, por isso damos este incentivo. Produtores com mais de 60 cabeças não estão isentos da obrigação, devem comprar as vacinas, aplicar nos animais e comprovar o procedimento”, explicou.

De acordo com Valéria, é essencial deixar claro para o produtor que a responsabilidade da vacinação é dele. “Acho muito louvável a iniciativa da prefeitura de fazer a doação e ajudar os pequenos produtores, que muitas vezes não tem tronco e nem vacinador. Mas não podemos transferir a responsabilidade dos cuidados com o rebanho para os governos, é preciso ter consciência de que a qualquer momento o produtor poderá ter que assumir estes gastos”, concluiu.

Segundo Valéria, atualmente o Brasil é considerado um país febre aftosa com vacina. “A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) é um órgão internacional que reconhece o Brasil como um país livre de febre aftosa, isso foi resultado de um trabalho árduo e conjunto das esferas federais, estaduais e municipais”. Para ela, o importante agora são os próximos cinco anos, para que se consiga atingir a meta de ser um país livre de febre aftosa sem vacinação. “Isso vai impactar em facilidade para os produtores, mas para que isso aconteça é preciso que hoje eles tenham consciência do dever de casa deles, que é vacinar. Através da imunização conseguiremos índices elevados que vão determinar se vamos ou não conseguir, a partir de 2023, a condição de país livre sem vacinação para febre aftosa”, afirmou.

De acordo com o calendário nacional, a vacinação obrigatória para prevenir bois e búfalos contra a febre aftosa vai até o dia 31 de maio. Vale lembrar que nesta primeira etapa devem ser vacinados animais de todas as idades.

O Posto Municipal de Defesa Agropecuária (PMDA) fica no Parque de Exposições, na Rua 1º de Maio (Caju), e funciona de segunda a sexta-feira das 8h às 17h. A vacinação contra a Febre Aftosa seguirá um cronograma semanal por área. Confira:

02/05 a 08/05 – Caju

09/05 a 15/05 – Espraiado, Bananal, Ponta Negra, Jaconé e Manoel Ribeiro

16/05 a 23/05 – Ubatiba e Silvado

24/05 a 31/05 – São José do Imbassaí, Inoã, Bosque Fundo e Itaipuaçu

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