Em cinco meses deste ano, equipes realizaram 830 atendimentos, sendo 70% em residências - Foto: Fernando Silva

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Maricá realizou 830 atendimentos de janeiro a maio de 2018, sendo que desses, 70% foram prestados nas residências dos pacientes, e os demais 30% efetuados nas vias públicas. Trata-se de um aumento de 10% nos atendimentos em comparação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com o coordenador de base do Samu de Maricá, Leonardo Ribeiro, o grande diferencial é exatamente oferecer o atendimento de socorro em casa. “O Corpo de Bombeiros atua nas ruas e nós oferecemos um grande apoio ao trabalho deles. No entanto, quando uma pessoa necessita pode nos acionar que iremos até a casa dela para socorrê-la por meio do 192 ou até mesmo nos chamando aqui na base. Estamos aqui para salvar vidas aonde quer que precisem de socorro”, declarou.

Segundo o coordenador, as principais ocorrências das chamadas oriundas das residências são por conta de AVC (Acidente Vascular Cerebral), infarto, assistência ao parto e queda. Já em vias públicas acidente de trânsito, crises compulsivas e mal súbito são as causas mais comuns.

O coordenador explicou a rotina de trabalho da equipe que conta com 50 profissionais, sendo sete médicos, sete enfermeiros, 14 técnicos de enfermagem, 14 condutores socorristas (que são técnicos em primeiros socorros), além dos profissionais da área administrativa. “O paciente entra em contato por meio do 192 e aciona a central de atendimento do SAMU da região da qual faz parte que irá mobilizar a equipe necessária para o serviço de socorro. Muitos casos podem ser resolvidos no próprio local de atendimento. Outros necessitam ser encaminhados para o Hospital Conde Modesto Leal ou para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Inoã, dependendo da necessidade clínica avaliada pela equipe”, destacou. Maricá pertence à chamada Região Metropolitana II, da qual também fazem parte as cidades de Silva Jardim, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Rio Bonito, Silva Jardim e Tanguá.

Outro serviço de competência do Samu que permitiu agilizar o atendimento e oferecer mais conforto às famílias é a possibilidade do médico do órgão emitir a declaração de óbito do paciente em caso de pacientes com morte natural com diagnóstico conhecido, e, desde que não haja suspeita de morte por crime ou envenenamento. “Os casos são avaliados. Em caso de morte natural, o Samu facilita esse fluxo e pode conceder o atestado de óbito, mas há alguns casos em que é necessária ter a investigação policial”, diferenciou o coordenador.

Atualmente, o serviço do SAMU de Maricá conta com duas ambulâncias (uma básica USB 10 e outra avançada USA 7) e uma motolância (moto que atua como ambulância para chegar mais rápido ao local de atendimento) equipadas com aparelhos e medicamentos para prestar atendimentos de emergência e urgência em todo município.

O modelo básico possui aparelho de pressão arterial, oxímetro de pulso, HGT (medidor de glicose), cilindros de oxigênio, equipamentos para imobilização e medicamentos. Já a ambulância avançada, considerada uma UTI móvel, possui além dos itens listados, desfibrilador, respirador e monitor cardioversor.

Para o coordenador é imprescindível que os profissionais participem de cursos e capacitações para aprimorar e reforçar os conhecimentos necessários à prática da profissão. “É sempre necessário buscar a troca de informações para se reciclar e se atualizar. Nosso objetivo é capacitar constantemente nossos profissionais para oferecer um melhor atendimento à população”.

Como projeto, o coordenador estuda a possibilidade de desenvolver ações educativas no trânsito e também nas escolas como forma de disseminar os serviços prestados pelo órgão.

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