A vacinação antirrábica em Maricá começa neste sábado (15/09) nos primeiro e segundo distritos, respectivamente Centro e Ponta Negra (o que engloba bairros como São José, Itapeba, Marine, Manu Manuela, Bambuí, Cordeirinho, Guaratiba, Jaconé, entre outros). A imunização nos distritos Inoã (3º) e Itaipuaçu (4º) será realizada no dia 22/09. A campanha estima imunizar mais de 22 mil animais, entre cães e gatos com mais de três meses de idade.

Por iniciativa da Secretaria de Saúde, através da Coordenadoria Vigilância Ambiental em Saúde, a ação acontece de 9h às 17h nos 49 postos de vacinação, dentre escolas, unidades de saúde, praças e associações de moradores espalhados por diversos bairros da cidade. Posto de Saúde Central, Praça Orlando de Barros Pimentel (Centro) e Unidade de Saúde Familiar do Bairro da Amizade são alguns dos locais que receberão a campanha. A Coordenação de Proteção Animal, igualmente vinculada à Saúde, também participa da iniciativa.

Para garantir que todos estes animais sejam vacinados, a medida contará ainda com o apoio do posto volante que percorrerá alguns bairros como Cajú (Praça do Lelei), Jaconé, Vale da Figueira, Cachoeiras, Pindobas, Silvado, Manoel Ribeiro e Cassorotiba, das 9h às 13h e das 13h às 17h. Confira aqui os locais.

O coordenador de Vigilância Ambiental em Saúde, Ronald Marques, explicou que a raiva é uma zoonose causada por um vírus, transmitida com maior relevância por cães, gatos e morcegos para o homem. Os seres humanos são infectados ao entrarem em contato com a saliva de animais também contaminados. Essa transmissão ocorre, principalmente, por causa das mordidas dos animais, mas podem acontecer em caso de arranhões seguidos de lambeduras. “O vírus causador da doença acomete o sistema nervoso central do infectado, não havendo cura. Por isso, a forma mais eficaz de proteger o ser humano é a vacinação antirrábica animal”, declarou.

Ainda de acordo com o coordenador, nas áreas urbanas o principal agente transmissor é o cão, seguido pelo gato. “Se for mordido por um cachorro, gato ou morcego, deve-se lavar o ferimento com água e sabão, e procurar o posto de saúde mais perto de casa para tomar o soro antirrábico”, recomenda Ronald Marques.

De acordo com o coordenador, a vacina não deve ser aplicada em animais doentes (com diarreia, secreção ocular ou nasal, sem apetite, convalescentes de cirurgias ou outras enfermidades). Segundo ele, as fêmeas em lactação e gestação deverão ser contidas, evitando movimentos bruscos e violentos. “Cabe ressaltar, que é uma questão de saúde pública, portanto é muito importante que os proprietários levem seus animais para tomar a vacina, que são repassadas ao município pelo Ministério da Saúde”, acrescentou o coordenador.

Para o dia da vacinação é recomendado que todos os cães devam estar com coleira e guia, sendo a focinheira obrigatória em animais bravos; que os gatos devam ser levados em caixas de transporte para evitar fugas ou acidentes; somente pessoas adultas com condições de conter os animais devem conduzi-los ao local de vacinação. Vale ressaltar que não será permitida a distribuição de doses da vacina e que é responsabilidade do proprietário do animal levá-lo para a imunização e a sua contenção para receber a dose da vacina, sendo assim, nenhum servidor público poderá conter animais.

A coordenadoria fornece ainda algumas dicas para o dia a dia: deve-se manter o animal domiciliado e levá-lo para passear somente com coleira e guia, evitando contato com outros animais desconhecidos; não deve-se mexer em cães e gatos desconhecidos para prevenir agressão; e, em especial para os felinos, recomenda-se cuidar afim de que não saiam à noite para locais abertos, evitando assim o contato com morcegos.

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