Fórum de Diabetes no Cinema Henfil - Foto: Clarildo Menezes

Nesta quarta-feira (14/11) foi comemorado o Dia Mundial do Diabetes e Maricá recebeu o 1º Fórum Educacional de Diabetes Mellitus, no Cinema Público Municipal Henfil, no Centro. Mais de 100 pessoas entre profissionais da saúde e pacientes da rede estiveram presentes e receberam atentamente as informações dos palestrantes. O fórum ainda contou com a auriculoterapia gratuita para os participantes (técnica de usar pontos na pele do ouvido externo para diagnosticar e tratar dores).

A nutricionista Ludmila Scherrer, do Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD); o farmacêutico Fabiano Mataruna, que atua na Área Técnica de Alimentação e Nutrição (Atan), da Atenção Básica; a enfermeira Lígia Monsores, educadora em diabetes; e a assistente social Ana Maria de Souza, presidente da Associação de Diabéticos e coordenadora do Hiperdia de Tanguá, palestraram para o público presente.

A secretária de Saúde, Simone Costa, falou na mesa de abertura sobre a importância de promover encontros para este tema específico e que faz parte da realidade de muitos. “É uma alegria participar de um fórum que aborda um assunto tão importante e relevante. O diagnóstico e tratamento adequados dão a oportunidade do diabético ter uma boa qualidade de vida, por isso o apoio dos profissionais da rede são essenciais em todas as etapas do controle da doença”, disse.

O paciente da rede, Yan Nunes, de 21 anos, descobriu que tem diabetes tipo 1 (o mais agressivo) e desde então viu sua vida mudar. Por orientação da médica que o assiste, ele aumentou a sua coleção de tatuagens, com a mais importante de todas. O desenho, no braço esquerdo, traz as informações de quem tem a doença, em caso de necessidade de ajuda.

“Comecei a sentir muita sede, emagrecer e, passando mal, busquei atendimento médico no Hospital Conde Modesto Leal, no Centro. Agora estou fazendo uso da insulina de manhã e a noite e a minha médica me orientou a falar para as pessoas que convivo que agora tenho diabetes. Ela me aconselhou também a fazer a tatuagem para a minha própria segurança, pois caso algum dia eu precise de atendimento, vão saber da minha condição e cuidar de mim do jeito correto”, explicou.

Diferentemente de Yan, Juliana de Azevedo, de 9 anos, não tem nenhum familiar com a doença e foi diagnosticada com diabetes tipo 1 há cinco meses. A mãe, Priscila Cadete, contou que o diagnóstico demorou pois os médicos desconfiavam de todas as doenças infantis, menos da diabetes. Juliana chegou a ficar dez dias internada e hoje é ela própria que cuida das aplicações da insulina. “Sempre tive muito nervoso com agulhas e a Juliana me surpreendeu. Ela mesma faz seus testes de glicemia e aplica as insulinas. O estilo de vida dela não precisou mudar muito pois sempre teve uma boa alimentação, comendo muitos legumes, frutas e verduras, então não precisou se privar de comer o que já estava acostumada”, disse a mãe.

Uma das palestrantes, a nutricionista Ludmila Scherrer, do Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD), falou sobre a importância se seguir corretamente a dieta indicada pelo nutricionista e que isso é fundamental para que o paciente tenha mais qualidade de vida. É necessário que siga corretamente as orientações para uma dieta eficiente que ajuda a controlar a diabetes. “Em novembro de 2017 participei em Tanguá de um fórum sobre este tema e trouxe a ideia para Maricá. Conseguimos realizar um fórum com boa participação e esperamos conseguir realizar outros eventos desse tipo. A diabetes tipo 2 pode ser prevenida e todos terem informação é essencial para que isso ocorra”, concluiu a organizadora do Fórum, Elaine de Souza.

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