Reunião com comunidade sobre escola incendiada - Foto: Elsson Campos

A direção da Escola Municipal Rita Cartaxo (Itaipuaçu) reuniu mais de 60 pessoas da comunidade nesta quarta-feira (21/11) para debater as medidas que serão adotadas para manter o atendimento aos 154 alunos que diariamente estudam em horário integral. No último dia 16/11, a unidade teve três de suas salas incendiadas.

As aulas foram suspensas até próxima segunda-feira (26/11), no entanto, a direção falou sobre trabalhos que serão realizados em espaços próximos, como um sítio que acolherá as crianças para aulões de capoeira e recreação ainda nesta semana. “Para a sexta-feira (23/11) estamos organizando também um passeio pelos pontos turísticos do município. A ideia é tirar as crianças do ambiente da escola, que já está passando pelas reformas e limpezas iniciais, dando a eles a oportunidade de aprender um pouco mais sobre o lugar onde moram”, afirmou Denise Aparecida, diretora da unidade.

Há 18 anos na direção da instituição, Denise falou sobre a sensação ao se deparar com o quadro de destruição. “É muito triste. A perícia esteve aqui no sábado (17/11) e constatou que o incêndio não foi causado por curto-circuito. Então, como tudo indicada que tenha sido um incêndio criminoso, os laudos estão sendo encaminhados para a polícia, que dará início às investigações”, explicou.

Presente na reunião, a gerente do Programa Municipal das Escolas de Tempo Integral (Prometi), Cláudia Cardoso dos Santos, destacou que a Secretaria de Educação já está estudando a viabilidade da contratação de seguranças e o gradeamento das salas. “A ideia da secretária Adriana Luiza para o ano que vem já era colocar segurança em todas as escolas, no entanto, a comunidade pediu que neste primeiro momento sejam instaladas grades. Não é o ideal e nem o que a secretaria gosta, mas tudo está sendo avaliado”, garantiu Cláudia.

Ainda de acordo com Cláudia, as perdas materiais foram muitas, e incluem materiais como uniformes, kits escolares, colchonetes, estantes, livros, mesas, cadeiras e materiais diversos de papelaria. “Vamos repor os materiais pedidos com a máxima urgência possível, para que a educação integral possa voltar a acontecer. A restauração começou no mesmo dia em que aconteceu o crime, mas ainda não temos uma data para a finalização, já que duas salas mais afetadas tiveram as suas estruturas danificadas, e uma outra sala precisará passar por pintura e limpeza”.

Mãe da aluna Letícia Machado, de 10 anos, Jocinea Machado, de 35 anos, considerou o acontecimento absurdo e chocante. “A escola estava toda bonitinha, organizada e atendendo os alunos em tempo integral, o que facilitava muita a vida dos pais. Agora alguém fez esta maldade e além de atrapalhar no dia a dia, tudo isso nos deixa muito tristes”, contou Jocinea.

Aluna do quinto ano, Sibele Machon, de 15 anos, está preocupada com o rendimento escolar após o fato. “Já estamos no final do ano, próximo das últimas provas, este incêndio atrapalha muito o nosso planejamento, não podiam ter feito isto”, lamentou a aluna.

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