Roda de conversa entre prefeitura e UFRJ sobre economia solidária - Foto: Marcos Fabricio

A Prefeitura de Maricá, através da secretaria de Economia Solidária, promoveu uma roda de conversa entre o Núcleo Interdisciplinar para o Desenvolvimento Social (NIDES) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), as pastas municipais de Ciência e Tecnologia; Cultura; Habitação e Assentamentos Humanos; Educação; Participação Popular, Direitos Humanos e Mulher; Indústria e Portuária e a Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar). O encontro, que aconteceu na sede da Companhia de Desenvolvimento de Maricá, no Aeroporto Municipal, foi o primeiro de uma série que será programada para estudar a viabilidade de ações de cooperação entre a universidade e a Prefeitura.

De acordo com Celso Alvear, que é professor do NIDES e um dos responsáveis pela iniciativa do diálogo, os conhecimentos da universidade poderão ser utilizados para fortalecer os projetos que já existem no município. “Maricá tem uma cultura muito forte de economia solidária, tem projetos bastante fortes que estamos conhecendo e algumas pessoas que foram nossos mestrandos vieram trabalhar aqui porque é um campo muito interessante para nós. Nossa ideia é apresentar tudo o que fazemos, ver quais são as demandas de Maricá, para podermos atuar juntos”, ressaltou explicando que o NIDES é uma unidade do centro de tecnologia da UFRJ.

“Atuamos na graduação, no mestrado e em projetos de extensão universitária na área de tecnologia social, voltada para movimentos sociais e órgãos públicos. O projeto de formação de jovens através da economia solidária é algo que nos salta bastante aos olhos, queremos pensar a possibilidade de formar empreendimentos a partir do ensino médio, para que os estudantes possam se formar em economia solidária”, contou Celso.

O secretário de Economia Solidária, Diego Zeidan, falou dos projetos desenvolvidos pela pasta em parceria com o Banco Mumbuca. Entre os projetos citados estão o Cartão Mumbuca Digital e o Mumbuca Futuro que vai estimular jovens estudantes a empreender. Mensalmente os estudantes receberão 50 mumbucas e no fim do ano 1200 mumbucas depositados em uma conta no nome do beneficiário no banco que estará disponível no fim do ensino médio. O aluno durante o período escolar aprenderá sobre economia solidária e empreendedorismo entre outros temas. Segundo o secretário, essas ações além de ajudar na circulação do dinheiro na cidade são formas de empoderamento da população para que ela se entenda com protagonista das transformações sociais que a cidade está vivenciando. “Estamos oferecendo as ferramentas para que ela (a população) possa se posicionar como ator principal no desenvolvimento da cidade”, destacou Diego Zeidan.

Segundo a subsecretaria de Economia Solidária, Adriana Bezerra Cardoso, este contato visa provocar uma troca favorável para ambas as partes. “Esta é uma aproximação que nos enriquece com projetos de extensão e pesquisa, e enriquece os membros da universidade com ações concretas de economia solidária que poderão ser desenvolvidas”, afirmou.

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