Encontro de Libras e Surdez de Maricá - Foto: Clarildo Menezes

Comemorando o “Dia Nacional do Surdo”, a Prefeitura de Maricá, através da Secretaria de Educação, realizou nesta quinta-feira (26/09), na E. M. Carlos Magno Legentil de Mattos, no Centro, o segundo “Encontro de Libras e Surdez de Maricá”.

Com o objetivo de dar visibilidade a comunidade surda e promover a inclusão o evento contou com cerca de 40 participantes entre professores e alunos da rede, além de representantes comunidade.

“Exatamente hoje celebramos o dia do surdo, por isso, esse segundo encontro é aberto e voltado para toda a população”, disse Ellen de Azevedo, gerente de inclusão educacional da rede municipal de educação.

“Nas últimas duas semanas as nossas escolas abordaram a questão da surdez, promoveram eventos em Libras, realizaram contação de histórias e hoje teremos a fala de uma instrutora de Libras que é surda e atua em nossa rede acompanhando os nossos alunos surdos. Esse é um trabalho continuo, pois entendemos e enxergamos a necessidade de fazer de Maricá uma cidade verdadeiramente inclusiva e, para isso, precisamos que mais pessoas conheçam e se comuniquem em Libras”, frisou Ellen Azevedo.

“De uma forma geral ainda falta bastante conhecimento sobre a pessoa surda e sobre e Libras. Por isso, é essencial ações voltadas para toda a comunidade. As escolas da rede municipal de Maricá realizam um trabalho muito bonito e importante voltado para os alunos surdos com a presença de interpretes de Libras, do qual faço parte, mas é primordial levar isso para fora das escolas e para além das famílias dos surdos”, afirmou Gilvana Amorim Pinna, instrutora de Libras da rede e palestrante do encontro.

Ainda de acordo com Gilvana, o município está no caminho certo ao desenvolver ações de inclusão do surdo na sociedade.  “Estou achando toda essa iniciativa maravilhosa. É preciso manter esse modelo de inclusão nas escolas e esse é o caminho. Hoje vou falar um pouco da minha trajetória como pessoa surda, a importância da Libras e aceitação familiar, o uso da língua de sinais e identidade surda, além de outros temas importantes e espero que todos saiam daqui um pouco mais conhecedores e multiplicadores da identidade, da cultura surda e da Libras”, desejou Gilvana.

“Esse encontro assim como todas as outras ações que estão sendo realizadas no município são muito bem vindas, pois possibilitam autonomia, facilitam a nossa comunicação e torna a Libras mais conhecida e respeitada em nossa comunidade”, avaliou Laíse Reis, de 23 anos, moradora de Ponta Negra.

“Nasci surda e posso afirmar que antes não tínhamos esse cuidado e essa visibilidade que hoje temos em Maricá. Muita coisa boa tem sido feita, mas ainda há outras que podem ser pensadas, entre elas, a presença de interpretes de Libras nos postos de saúde e hospitais da cidade”, sugeriu Laís. “Nem sempre estamos com um acompanhante fluente em Libras e, quanto mais iniciativas que possibilitem a nossa independência e autonomia, melhor”, justificou.

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