As equipes que atuam especialmente na emergência do Hospital Municipal Conde Modesto Leal já perceberam a tendência: o colapso da rede pública de Saúde do Rio e de outras cidades próximas tem levado muita gente a buscar atendimento na unidade de Maricá. Segundo a Secretaria de Saúde, a razão é simples. “Aqui não faltam médicos e estamos abastecidos de insumos. Além disso, se o paciente precisar de uma tomografia, fazemos na hora”, afirma a secretária de Saúde, Simone Costa e Silva. “A emergência não fecha nunca”, completa. Dados indicam que em mais da metade dos atendimentos registrados os pacientes não residem na cidade.

Segundo a secretária, as equipes do Hospital Municipal vem se desdobrando, mas ninguém fica sem atendimento. “São 17 mil por mês, é um número impressionante. Mesmo com o Conde muito sobrecarregado, tudo o que é possível e necessário é feito”, afirma Simone, que também é médica, em alusão a relatos de superlotação difundidos em redes sociais.

Ainda de acordo com a secretária, as imagens retratam a realidade de uma unidade sobrecarregada sobretudo por conta de fatores externos. “Às segundas-feiras tem sido bastante críticas por conta do número de acidentes de trânsito com vítimas na cidade”, acrescentou, referindo-se ao fato de Maricá estar vivenciando um verdadeiro boom turístico que multiplicou o volume de carros nas ruas e nas estradas.

“A área de trauma do Conde chegou a ter 11 pacientes internados ao mesmo tempo, o que é um número muito grande, mas ainda assim recebemos e atendemos todos as pessoas que procuram o Conde em busca de socorro”, conclui.

 

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