Encerrados os festejos de fim de ano, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico fez um balanço dos resultados das políticas públicas implementadas pela Prefeitura de Maricá pelo aquecimento da economia local, especialmente no caso do abono natalino, cujos números trouxeram dados relevantes de crescimento de vendas no comércio, hotéis e restaurantes locais.

O abono natalino pago em Moeda Social Mumbuca para todos os beneficiários do Programa de Renda Básica de Cidadania, servidores ativos e inativos do município da Administração direta, indireta e do Poder Legislativo contribuiu de maneira significativa para que o mês de dezembro de 2019 batesse com o folga o recorde de mês com maior movimentação da moeda local na cidade desde sua criação: foram injetados diretamente no setor de comércio e serviços da cidade cerca de R$ 10 milhões, através da Moeda Mumbuca.

“O abono natalino pago em moeda social fez com que tivéssemos a certeza que cada centavo seria gasto na cidade. Deu ao cidadão mais segurança para fazer suas compras sem estourar seu orçamento e, consequentemente, aumentou as vendas no comércio local. Tudo isso teve a capacidade de gerar um círculo virtuoso que resultou em mais empregos, renda e oportunidades para a população durante o período e nos dá ainda mais certeza de que a utilização da moeda social é um dos grandes propulsores dos números apresentados pela cidade nos últimos anos”, comemorou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Igor Sardinha.

O índice de satisfação também é visível pela maioria dos comerciantes locais. De acordo com pesquisas realizadas na utilização do sistema E-dinheiro, o grau de satisfação da rede Credenciada com o Programa Renda Básica da Cidadania, 55% dos comércios consideram ótimo e 40% consideram bom o grau de satisfação. Somados, chega-se a 95% de ótimo e bom quanto ao grau de satisfação com o RBC.

Na economia local, de acordo com o sistema E-dinheiro, dezembro de 2019 registrou mais do que o dobro em relação a novembro e mais do que o triplo de compras no comércio local se comparado o mesmo período de 2018. Foram 180,9 mil operações de compra na rede credenciada local, contra 49,8 mil no ano anterior, tendo como base o setor de alimentos e presentes natalinos. Ao todo, cerca de 60% dos recursos oriundos do abono natalino foram gastos com alimentos, os demais para aquisição de produtos em geral no comércio local.

A empresária Nadja Monteiro, dona de um comércio hortifrutigranjeiro na cidade não esperava um resultado melhor do que já registrava com a aceitação da moeda social. “O abono natalino foi assim, surpreendente. Foi de uma grandeza tão grande que a gente não esperava que fosse acontecer desta forma. Por que o poder aquisitivo, o poder de compra naquele momento, o abono natalino na mão do consumidor, ele cresceu espontaneamente. As pessoas vinham com esse valor e falavam “eu tenho abono, eu tenho valor”. Você sentia que as pessoas estavam muito satisfeitas em ter este abono”, declarou.

Sobre o aumento das vendas a empresária considerou o mês de dezembro um mês especial em seu negócio.  “Em relação ao que o abono surtiu para nossa empresa foi claramente visível  porque aumento de carga, volume de carga à venda, cada vez mais vendendo, isso praticamente dobrou a nossa venda mensal. Então ele foi primordial neste mês de natal. Nunca teve um impacto tão forte as nossas vendas no natal desta maneira. Ele foi decisivo para nossas vendas”, disse Nadja.

Outro ponto muito comemorado é o expressivo aumento no número de correntistas no banco Mumbuca no mês de dezembro. Aproveitando dos procedimentos burocráticos que tiveram que ser feitos para que os servidores públicos conseguissem receber o abono natalino, o Banco Mumbuca conseguiu abrir 14 mil novas contas. Ao todo, agora são 38 mil contas abertas no banco.

“Queremos louvar a iniciativa no sentido de proporcionar aos servidores e beneficiários o abono natalino através da moeda social. Além das contas abertas no Banco Mumbuca, no final de 2019 ampliamos o nosso principal programa, o RBC passando para cerca de 40 mil beneficiários. Isso significa R$ 6 milhões injetados diretamente na economia local todo o mês. É um impacto muito grande e muito forte”, conclui José Carlos de Azevedo, secretário de Economia Solidária, responsável pelo Programa de Renda Básica de Cidadania e da interface junto ao Banco Mumbuca.

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