A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca de Maricá já há algum tempo é a responsável pelo recolhimento de cavalos e outros animais de grande porte que eventualmente aparecem soltos em via pública, uma atribuição que antes era da Secretaria de Proteção e Defesa Civil. Através do telefone 97462-4039, que também funciona com WhatsApp, o órgão recebe informações e denúncias para, uma vez constatada a soltura, acionar o recolhimento do animal utilizando uma carreta específica para esta finalidade. Atualmente, há nove cavalos resgatados abrigados na Fazenda Ibiaci, em Vale da Figueira, todos medicados e alimentados aguardando a retirada por seus donos.

O último desses animais recolhidos estava solto pelas ruas da Barra de Maricá na quinta-feira (15/04). Recolhido pela equipe da secretaria, o animal estava debilitado e recebeu todo o tratamento adequado, está bem de saúde e deve ser liberado nesta quinta-feira (22/04). Um vídeo que circula em redes sociais o mostra em estado doentio, o que os tratadores explicam ter se tratado de um episódio de intoxicação por ingestão de alguma erva encontrada na pastagem da fazenda Ibiaci, que é natural. O animal recebeu os cuidados naturais e está recuperado.

Durante o abrigamento, são aplicados medicamentos recomendados para o estado de saúde dos animais, que também recebem alimentação reforçada com vitamínicos e ficam em local apropriado até que os proprietários compareçam para buscá-los. Para que isso ocorra, é preciso que comprovem que são os proprietários e levem o veículo adequado para a remoção.

“Depois de se manifestar como dono do animal, a pessoa assina um termo de responsabilidade sobre ele, que normalmente chega apático e debilitado à fazenda. Nós o recuperamos e devolvemos”, detalhou a veterinária Ana Clara Pagano, que integra a equipe responsável pelo tratamento.

Segundo ela, o ideal para garantir aos cavalos um tratamento correto seria adequar a atual lei sobre o assunto, obrigando cada dono a realizar exames periódicos e fazer o registro dos equinos através de uma guia de trânsito animal, que já é adotada em outros municípios.

“É preciso entender que Maricá está crescendo e não é mais uma cidade apenas rural. Desta forma, a cultura de deixar esses animais soltos como antigamente precisa mudar, pois passa a ser um risco para o animal e para as pessoas, seja pedestre ou motorista. O correto é que o dono ofereça ao cavalo um espaço amplo e protegido para pasto, além de uma cocheira e uma baia para seu abrigo”, explica a profissional.

O secretário Julio Carolino recomenda aos donos de cavalos que procurem o Posto Municipal de Defesa Agropecuária, no Caju, munidos da carteira de vacinação do animal para realizar o seu registro e, assim, facilitar seu resgate nesses casos.

“Por enquanto, estamos realizando apreensões em caráter educativo e sem qualquer multa ou sanção, embora estejamos avaliando começar a aplicar. Estamos também avaliando firmar uma parceria com outro município para abrigar esses animais em um curral, ou até criar um curral nosso na própria fazenda, onde já contamos com uma boa estrutura”, projetou.

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