Ao todo, estão expostas mais de 40 obras, entre quadros, esculturas e instalações, produzidas por 21 artistas. Um dos espaços é dedicado a trabalhos com abordagem mais ousada. A programação de abertura contou com saraus, performances e outras apresentações culturais.
No domingo, 8 de março, quando se celebra o Dia Internacional da Mulher, a mostra também estará aberta ao público, das 9h às 13h. A exposição conta ainda com a participação de cinco artistas homens, ampliando o diálogo e promovendo a integração com diferentes perspectivas.
A artista plástica Jack Nery destacou a importância da iniciativa, especialmente no mês dedicado às mulheres. “É importante trazer questões que muitas vezes não são faladas e acabam sendo silenciadas. Na minha obra, trabalho a ideia de que, mesmo diante da violência, como o feminicídio, a história dessas mulheres continua. É uma forma de chamar a atenção para situações que muitas vezes não são vistas”, afirmou.
A artista visual Sandra Cassimiro também ressaltou o papel da arte como instrumento de denúncia e mobilização. “Eu trabalho com materiais descartáveis e represento a mulher sobrevivente de violência doméstica. Exponho sentimentos nas obras para dizer à sociedade que nós, mulheres, precisamos de mais proteção. Nosso movimento artístico é para dialogar sobre a violência e reforçar a importância da proteção da mulher. Precisamos nos unir para buscar melhorias”, finalizou.
