Maricá promove encontro que celebra ancestralidade e potência de mulheres pretas

Evento reforça a importância da escuta, do afeto e das políticas públicas com protagonismo feminino negro

quarta-feira, 19 novembro 2025

Foto: Luana Rafael

A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Políticas e Defesa dos Direitos das Mulheres, promoveu nesta quarta-feira (19/11) o encontro “Mulheres Pretas: voz, raiz e legado”, na Casa da Mulher, no Centro. A atividade reuniu dezenas de mulheres em um espaço de troca, convivência e acolhimento, para discutir ancestralidade, resistência e o fortalecimento de políticas públicas voltadas ao cuidado das mulheres negras.

A programação contou com troca de experiências no empreendedorismo, relatos de vida e iniciativas que promovem autonomia, pertencimento e empoderamento no município.

“É uma alegria e uma honra estarmos reunidas hoje neste encontro. É um espaço criado para celebrar a ancestralidade e a força da mulher negra. Falamos de todas as mulheres pretas que, apesar das violências e das desigualdades, nunca deixaram de falar e quando tentaram silenciá-las, criaram novas formas de existir, resistir e transformar. Nosso compromisso é garantir que esse legado seja respeitado, valorizado e ampliado”, afirmou a secretária Ingrid Caldas.

As participantes destacaram a oportunidade de ter um espaço dedicado ao afeto, à escuta ativa e à defesa dos direitos das mulheres pretas.

A diretora de vendas e consultora de beleza, Jorcilene Barbosa, ressaltou o valor da representatividade e da potência coletiva. “É uma honra participar desse encontro em comemoração ao Dia da Consciência Negra. Estou aprendendo muito e vim também colaborar com a minha história de vida como mulher preta que precisa de oportunidades e, mais do que isso, como uma mulher que tem gerado a vontade de mudança em outras mulheres”, disse.

Emocionada, a empreendedora Maria de Lurdes da Silva lembrou a trajetória e o processo de reencontro com a própria ancestralidade. “Eu vim de um lar de muito respeito e igualdade, só consegui entender o racismo na fase adulta. Hoje vejo a necessidade de me conhecer, de estar presente e de resgatar minha ancestralidade, é por isso que estou aqui”, contou.

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